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Explosão de bomba deixa 10 feridos em Santiago e o governo culpa “terroristas”

A explosão de uma bomba num restaurante fast-food próximo a uma estação de comboio subterrânea na capital chilena, Santiago, feriu pelo menos 10 pessoas, esta segunda-feira (8), e o governo afirmou haver sinais de um acto “terrorista”.

A explosão aconteceu na hora do almoço num pequeno shopping center e praça de alimentação próximos à estação Escuela Militar do comboio no bairro residencial e comercial de Las Condes.

“Este é um acto covarde, pois tem como objectivo ferir pessoas, criar medo e até mesmo matar pessoas inocentes”, disse a presidente Michelle Bachelet. “Vamos usar todo o peso da lei, incluindo a lei antiterrorista, porque os responsáveis ??por esses actos têm que pagar”, completou ela.

As leis antiterrorismo garantem mais poderes aos promotores e permitem sentenças mais severas. “Este é um feito que tem todas as marcas de um acto terrorista”, afirmou Alvaro Elizalde, ministro e porta-voz do governo.

O ministro do Interior, Mahmud Aleuy, disse que as câmeras de segurança mostraram que dois suspeitos armaram o dispositivo explosivo e fugiram d um carro. Nenhum grupo reivindicou a autoria do ataque.

“Às 14h um artefacto explosivo foi detonado no centro (mini-shopping center) ao lado da estação de comboio, e no momento as investigações estão a ser feitas para determinar a origem”, afirmou Mario Rozas, chefe de comunicação da polícia. Nenhum dos feridos teve lesões potencialmente fatais.

As autoridades de saúde locais disseram que um homem venezuelano na casa dos 30 anos sofreu um trauma na perna e uma mulher teve pelo menos um dos seus dedos amputados. Outros sofreram perdas auditivas.

“Eu estava a almoçar, ouvi o barulho e saímos para ver e vimos muita fumaça, pessoas a correrem e gritarem”, disse Joanna Magneti, que trabalha no shopping center. “Um rapaz estava gravemente ferido, e uma mulher tinha ferimentos na mão”, afirmou.

O Chile comemora, esta semana, o 41º aniversário do golpe militar de 1973, que removeu do poder o presidente socialista Salvador Allende. Tradicionalmente, a data é marcada por protestos que às vezes tornam-se violentos. Uma série de artefactos explosivos já foi instalada perto de bancos e delegacias da polícia nos últimos anos.

Num dos casos um membro de um grupo anarquista foi morto e outro ficou ferido quando os dois tentavam accionar o dispositivo. Em Julho, um artefacto incendiário explodiu num comboio subterrâneo sem que ninguém ficasse ferido. O comboio operava normalmente depois da explosão, embora a estação Escuela Militar estivesse fechada, afirmou a polícia.

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