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Boko Haram controla 13 cidades na Nigéria

O grupo insurgente nigeriano Boko Haram ocupou 13 cidades e aldeias em dois Estados do nordeste do país, marcando um desenvolvimento perigoso na violenta campanha desta seita islamita iniciada em 2009. O diário privado Punch relata segunda-feira que os insurgentes ocuparam Michika e Uba, no Estado de Adamawa, domingo, além de Gwoza, Buni Yadi, Gamboru Ngala, Damboa, Marte, Bama, Bara, Banki, Gulak, Dikwa e Madagali, nos Estados de Borno e de Adamawa.

«Os membros da Boko Haram estão doravante em Uba e Michika, as capitais da localidade de Michika. Os insurgentes deslocavam-se a bordo de 50 camionetas e em centenas de motorizadas e tinham armas diversas», revelou o jornal citando uma fonte anónima.

Domingo, o secretário do Governo do Estado de Borno, Baba Jidda, anunciou que a maioria do seu Estado foi tomada pela Boko Haram. Ele acrescentou que as actividades governamentais, sociais e políticas normais em Borno foram afectadas e várias pessoas deslocadas vivem doravante nos campos de refugiados na capital Maiduguri e nos Estados vizinhos bem como no Níger, no Tchad e nos Camarões.

«Na altura em que vos falo, quase todo o Estado de Borno está ocupado pelos insurgentes da Boko Haram. A presença do Governo e da administração é míninma ou inexistente em várias cidades deste Estado e os serviços económicos, sociais e comerciais praticamente desapareceram. As escolas e os hospitais continuam fechados», acrescentou o secretário do Governo.

Depois de tomar Gwozo, no Estado de Borno, no mês passado, a Boko Haram proclamou um «califado islâmico» no quadro da realização parcial da sua busca da instauração duma República Islâmica neste país laico.

Desde o início do ano, a Boko Haram intensificou a sua violenta campanha, matando mais de dois mil pessoas durante os seis primeiros meses deste ano e deslocando milhares de outras.

A seita raptou igualmente na sua escola mais de 200 meninas, que estão prisioneiras há mais de 140 dias. O Presidente Goodluck Jonathan decretou o estado de emergência nos três dos Estados mais afectados – Adamawa, Borno e Yobe – em 2013, desdobrando milhares de soldados na região, o que não impediou os ataques da seita.

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