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Expansão do transporte marítimo vai prosseguir

O Ministro moçambicano dos Transportes e Comunicações, Paulo Zucula, disse que o Governo vai prosseguir com o projecto de expansão do transporte marítimo, apesar da pouca aceitabilidade deste meio nas rotas onde existem outras alternativas.

Janeiro passado, as autoridades moçambicanas lançaram embarcações de nome “Mulauze”, “Baía” e “Paulo Santos” que fazem a ligação marítima Maputo- Matola e Maputo-Boane, através do posto administrativo da Matola-rio, na província do Maputo. Contudo, essas embarcações, com capacidade de cerca de 70 pessoas, estão a sofrer uma crise de passageiros, chegando as vezes a transportar apenas uma dúzia de passageiros. Esses barcos chegam a consumir um total de 130 litros de gasóleo ao dia.

Algumas pessoas chegaram a acreditar que as embarcações não amealhavam muitos clientes devido aos preços das suas tarifas 30 (1,1 dólar) e 20 meticais para as careiras de “Táxi Marítimo” e “Normal” respectivamente, contra os cinco a 10 meticais pagos pela mesma distância usando o transporte rodoviário. Recentemente, as autoridades baixaram os preços pela metade, mas parece que a tendência se mantém. Falando esta Terça-feira durante o encontro mensal com a imprensa para falar das realizações do sector dos Transportes e Comunicações, Paulo Zucula disse que o sector está a trabalhar no sentido de atrair mais passageiros para este tipo de transportes.

“Estamos a aprender do processo. Estamos a trabalhar para ver se encontramos o melhor preço e horário, há o problema de cultura. As pessoas não estão habituadas ao transporte marítimo”, admitiu o governante, acrescentando que “temos que sensibilizar as pessoas para saberem que o transporte marítimo é o mais seguro, confortável e barato”. O Ministro disse que, internacionalmente, o transporte marítimo é tido como o mais usual e barato, seguindo-se depois o ferroviário e o rodoviário, mas em Moçambique essa pirâmide é um pouco invertida, começado do ferroviário (mas menos usado), rodoviário e depois o marítimo.

“Temos que tentar usar o mar para diversificar as formas de transporte… o transporte público usado pelas populações não se pode reduzir ao rodoviário”, disse. Segundo o governante, dentre as várias medidas tomadas para aumentar a apreciação do transporte marítimo, as autoridades estão a investir em anúncios publicitários sobre estes serviços e a negociar com uma instituição de ensino localizada em Boane para os seus estudantes passarem a utilizar o transporte marítimo. Igualmente, a empresa Transmarítima poderá emitir passagens mensais para os passageiros.

“Não vamos desistir… Podemos mudar do spot publicitário, mas a estratégia geral não irá mudar”, disse o Ministro, admitindo que quem lança um produto novo no mercado deve lutar durante algum tempo e provar os seus benefícios. De acordo com Zucula, o plano de expansão do transporte marítimo começou em 2008 com três embarcações e agora a Transmarítima conta com oito meios do género em diferentes travessias do país. Dentro dos próximos 12 meses, as autoridades contam receber mais três embarcações. Um desses barcos irá também servir as rotas Maputo-Matola e Maputo-Boane e ao custo mais barato em relação aos dois primeiros que já operam nestes locais desde Janeiro passado. Os outros dois meios são navios mistos de pequena cabotagem para o transporte de carga e passageiros.

Para o efeito, o Governo já pagou um total de 11 milhões de euros para estes navios de cinco toneladas de capacidade. O primeiro destes navios chegará ao país em Dezembro e o outro só nos princípios de 2011.

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