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Exército da Guiné é acusado de esconder os corpos do massacre

O exército da Guiné foi acusado esta quinta-feira de sumir com dezenas de corpos de vítimas do massacre de segunda-feira em um estádo de Conakry, onde uma manifestação foi violentamente reprimida, mas as autoridades mantiveram o número de 56 civis mortos.

A Organização de Defesa dos Direitos Humanos da Guiné (OGDH) difundiu o número de 157 mortos e 1.200 feridos nas mãos das forças de segurança que foram dispersar uma manifestação pacífica da oposição. A ONU falou, por sua vez, em mais de 150 mortos. Nesta quinta, o presidente da OGDH, Thierno Maadjou Sow, afirmou à AFP que sua organização foi contatada pelas famílias a propósito do sepultamento de corpos durante a madrugada. “Esperamos encontrar estes lugares para que os médicos possam desenterrar os cadáveres”, afirmou.

As autoridades desmentiram as acusações e abriram o necrotério de um hospital de Conakry à imprensa. A pedido da imprensa, a diretora do hospital CHU, Ignace Deem, levou os jornalistas para visitar um ferido de 17 anos que foi transferido inconsciente do estádio para o hospital. O paciente contou que estava na manifestação quando os militares o agrediram nas costas e na cabeça. O capitão Dadis Camara se defendeu do ocorrido no estádio, dizendo que o exército deve ser obrigatoriamente reformado.

Ele afirmou também que, se houve carnificina, foi antes de mais nada culpa dos líderes da oposição por terem levado os jovens da periferia às ruas. Dezenas de milhares de manifestantes que se reuniram segunda-feira no maior estádio de Conakry para denunciar a “usurpação do poder pelos militares” e a possível candidatura para as eleições presidenciais do chefe da junta, Musa Dadis Camara.

Um dos responsáveis da oposição na Guiné, Cellou Dalein Diallo, que levou na segunda-feira uma surra dos militares, deixou nesta quinta-feira Conakry rumo a Dakar a bordo de um avião presidencial senegalês. Segundo seus próximos, ele deve ir em seguida para a França.

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