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Exames da 2a época não afectam processo de matrículas em Gaza

O Ministério da Educação garante que não haverá alteração do calendário para a realização das matrículas do nível médio em Moçambique, apesar do adiamento da realização dos exames da 2a época de todas as disciplinas curriculares da 10a e 12a classes nos cinco distritos da província de Gaza.

A repetição dos exames da 2a época nos distritos de Bilene, Chibuto e Chókwè, bem como na cidade de Xai-Xai e distrito com o mesmo nome, deve-se a fraude académica em massa detectada durante o período da realização das provas.

As matrículas da 10a e 12a classes, que arrancaram a 6 do mês corrente terminam no próximo dia 20, enquanto o início do ano lectivo de 2014 está agendado para 4 de Fevereiro próximo.

A directora provincial de educação e cultura de Gaza, Gilda Guibunda disse num breve contacto telefónico, segundo a AIM, que “mesmo com a alteração da data de realização dos exames da 2a época em Gaza não haverá alteração do calendário das matrículas. Mesmo os alunos que serão examinados ainda vão a tempo de se matricularem”.

Refira-se que os exames da 2a fase foram adiados nos cinco distritos da província de Gaza devido a tolerância de ponto decretada em todo país pelo Ministério do Trabalho por ocasião das festividades de passagem do Fim-de-Ano, depois da remarcação das provas.

Os exames serão realizados de 13 a 17 do mês em curso nos distritos de Bilene, Chibuto, Chókwè e na cidade e distrito de Xai-Xai, onde os exames foram anulados.

Questionada sobre os professores envolvidos no processo de fraude, Guibunda disse que Ministério de Educação vai prescindir dos serviços dos que estavam a trabalhar em regime de contrato por tempo determinado. Para os professores quadros igualmente envolvidos naquele acto criminal, será instaurado um processo disciplinar para a sua penalização.

“Estamos a trabalhar no assunto. Mas para os professores contratados teremos que rescindir o contrato e aqueles que são quadros estamos a seguir os procedimentos para abertura de um processo criminal”, disse a directora.

No total são sete professores envolvidos na fraude académica, dos quais quatro em regime de contrato e três permanentes. A maioria das respostas foram encontradas a circular nos telemóveis dos estudantes enviadas via SMS pelos professores que já assumiram a culpa.

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