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Ex-primeiro-ministro de Israel é condenado a 6 anos de prisão por corrupção

O ex-primeiro-ministro de Israel Ehud Olmert foi sentenciado a seis anos de prisão, esta terça-feira (13), por aceitar subornos num negócio imobiliário, um crime considerado pelo juiz como equivalente a traição.

Ele também foi multado em 1 milhão de shekels (289.500 dólares). A primeira condenação criminal de um ex-chefe de governo israelita, entretanto, não encerrou a especulação de que Olmert – um político de centro internacionalmente reconhecido por trabalhar para a paz com os palestinos – possa retornar à vida política.

Ele negou qualquer ilegalidade no negócio imobiliário, aprovado quando era prefeito de Jerusalém e que levou à construção das torres de apartamento Holyland, uma grande edificação de pedra tida com uma das mais feias da cidade.

“Um servidor público que aceita suborno é semelhante a um traidor”, disse o juiz David Rozen na Corte Distrital de Tel-Aviv. Rozen considerou Olmert culpado em 31 de Março de duas acusações de suborno, afirmando que o ex-primeiro-ministro havia aceitado 500 mil shekels (144 mil dólares) de incorporadores imobiliários do projecto Holyland e 60 mil shekels em um outro negócio. Olmert, disse o juiz, devotou a maior parte de seu tempo a um serviço público “digno de elogio” – mas “também encheu os próprios bolsos”.

Olmert terá que se apresentar para prisão em 1o de setembro, efetivamente dando a seus advogados tempo para levar o caso a uma corte superior e a encaminhar um pedido de que ele permaneça livre até que essa corte julgue o caso.

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