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Ex-guerrilheiros esperam ordem de Dlakama para se recensearem

Os antigos guerrilheiros da Renamo na província de Nampula, no norte de Moçambique, não estão a aderir ao processo de recenseamento dos desmobilizados de guerra em curso desde Novembro último com vista a garantir-lhes acesso aos benefícios referentes a sua reinserção social.

Paulo Mamudo, secretário provincial da Associação Provincial dos Desmobilizados de Guerra em Nampula, disse que desde que o processo arrancou ano passado dos cerca de sete mil homens recenseados apenas quatro são tidos como pertencentes ao partido liderado por Afonso Dhlakama.

Esta informação foi confirmada pelo director provincial dos Combatentes, José Graminho, que diz ter informações dando conta de que os ex-guerrilheiros da Renamo não estão a aderir ao recenseamento por não terem recebido orientações nesse sentido por parte do líder do partido, Afonso Dhlakama.

Graminho adiantou que quando se apercebeu de que os desmobilizados da Renamo não estavam a aderir ao processo endereçou uma carta à delegação política da Renamo, na qual recordava a “perdiz” que o recenseamento ainda estava em curso, e que devia orientar os seus homens a dirigirem-se aos postos. “Contudo, até agora, a situação continua na mesma”, disse Graminho citado pelo diário “O Pais”.

Esta situação está a preocupar a Direcção Provincial dos Combatentes e a Associação moçambicana de Desmobilizados de Guerra (AMODEG) em Nampula, que receiam que este grupo não venha a beneficiar dos direitos que os desmobilizados de guerra poderão ter, na sequência das negociações em curso.

O processo tem em vista garantir o acesso aos benefícios referentes à reinserção social dos desmobilizados, como é o caso da fixação de pensões de sobrevivência, após a aprovação dos seus estatutos pela Assembleia da República, o Parlamento moçambicano.

A Renamo continua a manter homens armados que, no âmbito do Acordo Geral de Paz (AGP), deveriam ter sido integrados na Policia, mas que devido a falta do cumprimento integral do acordado por parte da própria Renamo continuam armados e estacionados nas bases deste movimento nos distritos de Maríngue e Cheringoma, na província central de Sofala.

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