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Ex-guerrilheiros da Renamo expressam-se prontos a defender civis nas manifestações

Centenas de ex-guerrilheiros do antigo movimento rebelde moçambicano, Renamo, hoje o maior partido político na oposição, dos 2.676 existentes na província de Manica, a que se juntaram representantes da vizinha Sofala, no “1º seminário dos desmobilizados de guerra”, afirmaram esta sexta-feira, em Chimoio, perante o seu líder, Afonso Dhlakama, e em nome de tantos outros à escala nacional, que “estamos firmes e prontos para defender as populações que afluírem às manifestações pacíficas que a direcção máxima do partido organizar para desalojar a Frelimo do poder”.

Segundo o jornal Diário de Moçambique, estas afirmações foram feitas através duma mensagem lida pelo chefe do Departamento dos Assuntos Sociais e Desmobilizados de Guerra em Manica, Albertino Ariscado Mapossa, na abertura do encontro, os antigos guerrilheiros da Renamo saúdaram ao “comandante-chefe Afonso Macacho Marceta Dhlakama pela sua bravura e determinação demonstradas durante a luta armada que durou 16 anos contra o regime marxista-leninista da Frelimo”, que culminou com a assinatura do Acordo Geral de Paz, a 4 de Outubro de 1992, em Roma.

“Nós desmobilizados de guerra sentimo-nos orgulhosos e entusiasmados pela visita de que tanto esperávamos para nos renovar o espírito combativo e reafirmar os ideais da luta em prol da democracia genuína, justiça, liberdade e igualdade. Este seminário visa essencialmente continuarmos com a luta, não de canhões, mas sim na esfera política até atingirmos os objectivos que nos levaram para as matas, que é a libertação do povo moçambicano das garras do regime comunista da Frelimo”, refere a missiva, acrescentando que “queremos jurar entregar as nossas forças, capacidades e inteligência para assumirmos as suas ordens”.

Como que em resposta à mensagem, o líder da Renamo disse que o encontro de antigos guerrilheiros centrar-se-á, hoje, na definição de “orientações específicas, estratégias, que não devem ser faladas aqui. Estou a ver muitos desmobilizados; não são velhos, assim como eu (só os cabelos é que são brancos). Vão responder à Polícia de Intervenção Rápida se disparar contra a população que estiver a manifestar-se ou mesmo ao exército: vamos destruir tudo, destruir por completo”.

Salvaguardando que tais manifestações pacíficas já não serão nesta semana, em respeito à quadra natalícia, Dhlakama disse que a sua convocação será a partir da cidade de Nampula através dos “media”, devendo prolongar-se pelo tempo necessário. “Queremos obrigar a Frelimo a abandonar o poder; criar Governo de transição para preparar eleições em Moçambique daqui a dois anos e meio e despartidarizar o aparelho do Estado”, acrescentou.

“Como lutador pela democracia pluralista, democracia multipartidária, eu digo que vamos fazer manifestações pacíficas do Rovuma ao Maputo. Não são aquelas manifestações de membros da Renamo, de meia dúzia de pessoas com bandeirinhas dizendo viva Dklakama. Realmente é uma revolução para obrigar ao Guebuza a ajoelhar-se, falar, aceitar por bem. Se ele pretender resistir vai sair a pé até à África do Sul. A decisão está tomada”, sublinhou Afonso Dhlakama, fortemente ovacionado pelos presentes, que incluíam ainda membros do Destacamento Feminino e da Liga da Juventude do seu partido.

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