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Ex-chefe do Estado-Maior da Armada da Guiné-Bissau detido perto de Cabo Verde

O ex-chefe do Estado-Maior da Armada da Guiné-Bissau, o contra-almirante José Américo Bubo Na Tchuto, foi detido por agentes do Gabinete Americano de Combate ao Narcotráfico a bordo de uma embarcação nas águas internacionais, perto de Cabo Verde.

De acordo com as fontes oficiais cabo-verdianas, o contra-almirante Bubo Na Tchuto, apontado pelo Governo americano como o principal narcotraficante na Guiné-Bissau, foi transportado, com mais quatro cidadãos bissau-guineenses, para a ilha cabo-verdiana do Sal, de onde foi levado para os Estados Unidos da América.

Bubo Na Tchuto foi acusado de envolvimento no desvio, em Julho de 2008, de 600 quilogramas de cocaína interceptada a bordo de um avião proveniente da Venezuela.

Ele foi nomeado chefe do Estado-Maior da Armada em 2003, mas em 2008 foi acusado pelo então chefe do Estado-Maior General das Forças Armadas, o general Tagmé Na Waié, de tentativa de golpe de Estado para destituir e prender o então Presidente João Bernardo “Nino” Vieira.

Na sequência destas acusações, Na Tchuto foi suspenso das suas funções e fugiu para a Gâmbia, onde esteve exilado cerca de dois anos, tendo regressado a Bissau em Dezembro de 2009 e se refugiou nas instalações da ONU na capital guineense.

Ele saiu do gabinete da ONU a 01 de Abril de 2010, na sequência de uma intervenção militar liderada pelo actual chefe das Forças Armadas, o major-general António Indjai, destituindo do cargo Zemora Induta, que foi preso.

Em Junho de 2010, o Tribunal Militar guineense arquivou as acusações Bubo Na Tchuto e em Outubro do mesmo ano foi nomeado novamente, por decreto do falecido Presidente Malam Bacai Sagná e sob proposta do Governo, chefe do Estado-Maior da Armada.

Bubo Na Tchuto voltou a ser detido, em Dezembro de 2011, na sequência de um conflito entre militares, acusado de envolvimento nesta acção, que o chefe das Forças Armadas, António Indjai, qualificou de “tentativa de subversão à ordem constitucional”.

O ex-chefe do Estado-Maior da Armada da Guiné-Bissau viria, entretanto, a ser libertado em Junho de 2012, não tendo na altura sido apontados os motivos para a sua libertação.

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