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Europa deixa para trás a pior recessão desde a 2ª Guerra Mudial

A Europa saiu no terceiro trimestre de 2009 da pior recessão em mais de 60 anos, com um crescimento de 0,4% do Produto Interno Bruto (PIB), estimulado por Alemanha e França, que sustentaram a recuperação do bloco. Após cinco trimestres consecutivos de contração do PIB, a zona euro, integrada por 16 países, registrou entre julho e setembro um crescimento de 0,4% na comparação com o período anterior, segundo a primeira estimativa publicada nesta sexta-feira pela agência europeia de estatísticas, Eurostat.

Os economistas entrevistados pela agência Dow Jones Newswires previm, no entanto, um resultado ainda melhor, de 0,6% do PIB. Após uma contração recorde no primeiro trimestre de 2009 (-2,5%), a Eurozona vivenciou teve uma melhora no segundo (-0,2%), quando a Alemanha, maior economia da região, e a França, retomaram o crescimento.

O conjunto dos 27 países da União Europeia (UE) também deixou para trás a recessão no terceiro trimestre, com um crescimento de 0,2%, após uma contração de 0,3% nos três meses anteriores. Em ritmo anual, no entanto, a zona euro registrou queda de 4,1% e a UE de 4,3%.

Alemanha e França, tradicionais locomotivas do bloco, sustentaram o retorno ao crescimento com altas de 0,7% e 0,3% do PIB, enquanto países como Itália e Holanda registraram seus primeiros dados positivos, de 0,6% e 0,4%, respectivamente. A Espanha tenta seguir os países da zona euro, mas registrou uma contração de 0,3% entre julho e setembro, apesar de conter sua queda. O governo defendeu esta semana que os dados do terceiro trimestre, melhores que o previsto no fim de outubro pelo Banco da Espanha, que antecipou uma queda de 0,4%, permitem prever o final da crise.

A explosão da bolha imobiliária e um desemprego de quase 18% colocaram a Espanha entre os países mais afetados pela crise mundial e Bruxelas prevê que será uma das últimas economias europeias a voltar ao crescimento. O continente europeu se juntou aos EUA e ao Japão, ao deixar para trás a recessão, embora em ritmo ainda lento.

A maior economia mundial cresceu 0,9% no terceiro trimestre, enquanto o Japão já registrou um crescimento no segundo, de 0,6%. “A zona euro está saindo da recessão mais no trote do que a galope”, comentou o economista Howard Archer, da IHS Global Insight. Os últimos dados continuam mostrando uma melhora na região, que tudo indica será ampliado para o quarto trimestre, mas a recuperação pode decair em algum momento de 2010 com a retirada de algumas medidas de estímulo econômico por parte dos governos, advertiu o analista.

Apesar disso, Archer previu um crescimento de 1% da zona euro em 2010. A publicação dos dados da Eurostat coincidiu com as declarações otimistas do diretor do FMI, Dominique Strauss-Khan, que nesta sexta-feira descartou que os EUA voltarão a entrar em recessão e afirmou que a economia mundial está crescendo.

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