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Toma que te dou: Eu não sou nenhum manequim, sou um ser pensante

E há dois indivíduos que me quiseram fazer passar por isso: um deles é vereador do Conselho Municipal da cidade de Maputo e chama-se Dabula, e o outro indivíduo é a secretária do presidente do edil de Maputo, e o seu nome é Suzana.

Estive em Maputo há dias e, no passado dia 19 do corrente mês de Junho, devia ter sido lançado o meu terceiro livro, premiado pelo próprio Município em 2011 – e que tem como título genérico Ndekeni – no Paços do Município, acto que não aconteceu por culpa de pessoas, no mínimo, com mentes tacanhas.

Saí de Inhambane com esse propósito, contente por poder voltar a estar com os meus confrades, com os meus amigos, com a minha família, e ter a oportunidade de falar em público, através da Televisão e Rádio e Jornais, da minha obra, amanhada com muito sofrimento e carinho. E dois indivíduos, vestidos com o poder do Conselho Municipal de Maputo, impediram-me desse orgasmo.

Eu, e o meu confrade Domi Chirongo, laureado em 2010, fomos convocados, um dia antes do lançamento, que estaria integrado no lançamento – desculpem-me a redundância – das festividades da cidade de Maputo, ao Conselho Municipal para sermos informados sobre o programa que ia acontecer.

Ora, a primeira machadada que esse indivíduo chamado Dabula nos atirou ao peito foi de que teríamos direito apenas a uma palavra, ou seja, chegada a hora de sermos apresentados aos ilustres, apenas iríamos levantar-nos e dizer “obrigado” e voltarmos a sentar-nos como meros figurantes. Mas o outro indivíduo – como já o disse – que leva o nome de Suzana, acrescentou: “têm direito a duas palavras”, digam ´muito obrigado`”, apenas.

Fiquei com vontade de cuspir na cara deles! Ainda nos disseram mais: a nossa família não teria direito à entrada na sala onde se ia dar o acto. Apeteceu-me vociferar, mas contive-me. E disseram mais: os apresentadores das nossas obras não teriam direito, nem a convite, muito menos à palavra. Ora bolas! Aonde é que já se viu uma coisa destas?

Acaso esses dois indivíduos – o Dabula e a Suzana – sabem o que é escrever um livro? Sabem o que é um intelectual? Porventura sabem o que é que significa lançamento de um livro? Ainda por cima um livro premiado entre muitos que concorreram? Acaso sabem quantas pestanas e neurónios queima um escritor para burilar um livro? Será que sabem de tudo isto? Que tamanha pobreza de espírito! Que incultura!

Ora bem! Lançamento de um livro é uma festa. É uma celebração, onde o escritor tem a oportunidade de estar com os seus confrades, com seus amigos, com sua família. É um momento de convívio onde o autor vai falar sobre o que pensa não só sobre o livro, mas sobre muitas outras coisas que o circundam. E aparecem estes dois indivíduos a querem fazer-nos de manequins, de espantalhos. Bolas!

Esse indivíduo chamado Dabula e a sua companheira nesta comédia de baixíssimo nível quiseram formatar-nos. Pretenderam colocar-nos por debaixo da ponte, à margem daqueles ilustres empresários da alta finança e políticos que lá estiveram.

Mas nós recusámo-nos a fazer o papel de marionetes, porque temos a nossa dignidade. Ficámos de fora, nem entrámos para as iguarias muito propaladas por esse indivíduo chamado Dabula. O que nós queríamos era dar alimento espiritual aos nossos leitores e não vamos cair por causa de pessoas incultas.

Vamos programar um lançamento que nos dignifique e, quem sabe, provavelmente convidaremos estes indivíduos para celebrar a nossa vitória!

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