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Estudo coloca Moçambique em segundo lugar na lista dos mais vulneráveis do mundo

O Haiti e Moçambique são os países do mundo cujas economias são mais afectadas por desastres naturais, refere um estudo publicado na semana passada. Mas países como os Estados Unidos e a Itália também não estão isentos.

O relatório da empresa britânica de consultoria Maplecroft olhou para o impacto económico que desastres como sismos, cheias, secas, desabamento de terras, epidemias, tsunamis e temperaturas extremas provocaram entre 1980 e 2010. E concluíram que o Haiti estava no topo da lista de 200 países.

O terramoto de 12 de Janeiro (que as autoridades afirmam ter feito 250 mil mortos, mas outras estimativas apontam para 300 mil) contribuiu para isso, mas mesmo sem ele o país estaria entre os primeiros por causa dos furacões. A época das chuvas já está a fustigar os desalojados haitianos, e a dos tornados está a aproximar-se. O Programa Alimentar Mundial (PAM) já tem planos de contingência, afirmou Stephanie Tremblay, porta-voz em Port au Prince.

“Temos alimentos suficientes para 1,1 milhões de pessoas durante seis semanas”, garante. “Há uma ideia de quais os pontos que podem ser mais críticos e haverá 32 postos de distribuição espalhados pelo país… Conseguiremos trazer alimentos por ar, porque muitas estradas ficarão cortadas”. Em Moçambique, não são tanto os furacões, mas as cheias, que levam o país para o segundo lugar da lista da Maplecroft.

Em 2000, provocaram a morte a 800 pessoas e as perdas económicas ultrapassaram os 400 milhões de dólares, cita a Reuters. Entre os países industrializados, a Itália está em maior risco (e em 19.º no ranking) devido a terramotos e a uma onda de calor que assolou o país em 2003. Nos Estados Unidos (30.º lugar), são os furacões que causam mais danos, como aconteceu em 2005, com o Katrina, que custou aos cofres do Estado 45 mil milhões de dólares – o sismo de Sichuan em 2008, na China, matou 90 mil pessoas, e custou 123 mil milhões.

Em termos de percentagem do Produto Interno Bruto, os países em desenvolvimento estão mais expostos, adianta a Reuters. A situação poderá agravar-se devido ao aquecimento global, responsável por desertificação, cheias, ondas de calor, tempestades mais poderosas e deslizamento de terras, avisam especialistas do painel da ONU para o clima.

“As empresas necessitam de estar cientes dos potenciais impactos”, afirmou num comunicado Anna Moss, analista ambiental da Maplecroft, porque só assim poderão estar preparadas para proteger funcionários e investimentos. O grupo de países com menos riscos ambientais inclui a Finlândia, mas também o Kuwait e o Iraque.

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