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Estudante da UP-Quelimane foge com dinheiro dos colegas

Um estudante do 1º ano na Universidade Pedagógica, delegação de Quelimane, roubou dinheiro de colegas e desapareceu da cidade.

Segundo o Diário da Zambézia, um grupo de estudantes da UP revelou que os valores rondavam em 17 mil meticais, e era resultante das contribuições feitas pelas colegas do primeiro ano para ser usado na festa de “caloiros” que acontece anualmente como tradição naquela universidade.

O mesmo grupo fez saber que o referido estudante é natural da província de Nampula e veio matricular-se no primeiro ano num dos cursos leccionados naquela universidade.

Por confiança que demonstrou, aliás, conforme dizem os seus colegas, ele nunca trouxe à vista essa sua veia de ladrão, pelo menos pela aparência.

Logo foi indicado para ser o chefe de turma e dai coube-lhe a responsabilidade de ficar como o “cofre” onde os valores colectados pelos colegas deveriam ser guardados.

Com o andar do tempo, o cofre foi “engordando” e ele foi se sentindo dono daquele valor. Só que, depois, começou a faltar às aulas, sendo que aparecia um dia sim, dois dias não. Nos dias que viesse, podia assistir uma aula e ir-se embora.

Mas mesmo assim, ninguém tinha alguma margem de desconfiança, pois parecia um bom estudante e sempre manteve a chama de esperança aos colegas, de que o dinheiro estava intacto. O tempo foi passando e o jovem estudante começou a não aparecer na faculdade.

Se antes vinha dois dias e um faltava, agora a escala mudou. Em cinco dias úteis comparecia para receber aulas apenas um dia. Isto começou a criar espanto no seio dos colegas. Ninguém sabia ao certo o que se estava a passar.

Pior que isso, ninguém conhecia a sua casa, pelo menos dos colegas da sala de aulas. Chegou um tempo em que “sumiu” de vez. Aqui sim, começou a preocupação dos que haviam pago. Também porque o dia para a festa já estava a aproximar-se e precisavam de saber quanto dinheiro foi colectado e o que fazer com ele em concreto.

Localiza o colega, localiza você. O jovem já havia desligado o telemóvel e o mais incrível, havia saído para Nampula, sua terra natal. O verdadeiro “macua”, não atrasou e fugiu com os 17 mil meticais.

Caça ao homem

Depois de tantas diligências feitas ao nível mais secreto, o assunto começou a sair para fora. Os estudantes lesados, neste caso os contribuintes do valor, foram meter a queixa na esquadra como forma de junto das autoridades encontrarem o foragido.

O tempo foi passando, e também alguns estudantes iam trabalhando para encontrar o homem. Houve informação de que ele estava em Nampula, foi dai que foram efectuados contactos e o jovem estudante foi recolhido a Quelimane.

Quando chegou, disse que havia saído para Nampula, por causa de um assunto familiar. E o dinheiro? Já não havia, mas deixou uma promessa de que iria pagar dentro de um período. Dito e feito, pagou 14 mil meticais dos 17mil que estavam em sua posse.

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