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Estrada Nampula-Angoche em iminente reabilitação

A reabilitação da estrada que liga as cidades de Nampula e Angoche, prometida pelo governo há cerca de duas décadas, vai, finalmente ser concretizada, facto que constituirá um estímulo ao investimento para a exploração das potencialidades locais, nomeadamente na área do turismo, agricultura, pescas e extracção mineira, actualmente adormecidas devido a dificuldades de acesso.

 

 

O governador Felismino Tocoli revelou há dias que o seu executivo tem já disponíveis os fundos necessários para custear a execução do estudo de viabilidade económica da reabilitação da rodovia em alusão, com cerca de 171 quilómetros de extensão. Cujos montantes, entretanto, não foram quantificados.

De acordo com informações fidedignas, a República da Coreia do Sul manifestou interesse em financiar a execução da empreitada.

Contudo, devido a questões burocráticas ainda não foi alcançado um consenso entre a autoridade nacional de estradas e o governo sul coreano.

Informações não confirmadas referem que o governo daquele país asiático defende que a empreitada deve ser executada por uma empresa sul coreana, facto que contraria os princípios defendidos pela Autoridade Nacional de Estradas que aposta por um concurso internacional.

O troço terraplanado que liga as cidades de Nampula e de Angoche tem acarretado todos anos um significativo esforço financeiro para o executivo provincial de Nampula no que diz respeito a trabalhos visando a sua manutenção.

Para garantir a sua transitabilidade durante o ano, foi desenhado um projecto que consistiu na reabilitação de algumas secções que, no período das chuvas, registam cortes do tráfego rodoviário em consequência da queda de aquedutos sobre alguns rios.

As secções da rodovia em questão totalizam cerca de 30 quilómetros, a partir de Nametil, no distrito de Mogovolas, até à cidade de Angoche, e, neste momento, clamam por uma intervenção para o seu melhoramento, situação influenciada pelo tráfego rodoviário de viaturas pesadas que demandam aquela região transportando, essencialmente, produtos florestais.

Aquele distrito costeiro é detentor de uma das maiores praias paradisíacas do país, com cerca de 40 quilómetros de extensão, propícias para a prática de desportos náuticos.

Todavia, a exploração do seu potencial acontece num ritmo de camaleão devido a dificuldades de acesso entre as cidades de Nampula e Angoche, facto reiterado em diferentes ocasiões pelos investidores nacionais e estrangeiros que escalaram aquela região para avaliar as oportunidade de investimento em vários domínios.

A seguir do turismo, a pesca é uma actividade que, pelo potencial existente, sobretudo camarão, que é uma das riquezas do país, devia estimular investimentos privados.

No entanto, as duas empresas pesqueiras com relevante estrutura em termos de embarcações que, até muito recentemente funcionavam em Angoche, vai declarar falência em razão das dificuldades que enfrenta no escoamento e colocação em tempo útil do produto da pesca para os mercados do interior e exterior, a partir do porto de Nacala, colocando centenas de trabalhadores no desemprego.

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