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Estomatologia passa a fazer testes de HIV em Moçambique

As unidades sanitárias moçambicanas deverão introduzir, este ano, nos sectores de estomatologia, o Aconselhamento e Testagem em Saúde (ATS).

O facto foi anunciado, última Segunda-feira, em Maputo, apropósito da formação de dentistas em materias de diagnóstico e tratamento de manifestações orais do HIV/ Sida. A medida é vista como sendo uma forma de alargar a testagem que até então se circunscrevia aos serviços vocacionados.

A ideia é não perder o doente que ao ser aconselhado a fazer o teste possa, eventualmente, deixar de ir às unidades sanitárias vocacionadas por várias razões.

Paula Tocha, porta-voz do encontro, disse que a formação é a primeira do género no país, e pesou o facto de muitas vezes as primeiras manifestações do HIV/Sida começarem na boca, o que justifica a formação à escala nacional dos médicos. Entretanto, não é à primeira vista que a doentes com lesões na boca será recomendado aconselhamento e testagem.

Há que ter em conta factores como a persistência da lesão, a sua frequência que difere de um doente não infectado. Por exemplo, uma candidíase de um doente não infectado tem uma fraca intensidade, é mais leve, e dura pouco tempo, enquanto a de um doente infectado é mais violenta e resiste à medicação.

No que tange às manifestações mais frequentes que facilmente remetem a um diagnóstico de HIV, Niucha Vasconcelos, dentista de profissão, disse não haver nenhum estudo sobre a matéria no nosso país.

Mas, adianta, existem evidências de sinais precoces. Em termos de cobertura sanitária na área de estomatologia, sabe se que todas as províncias do país dispõem destes serviços e, pelo menos, em cada sede distrital existe um profissional da área.

Contudo, o número de dentistas está muito aquém de satisfazer as necessidades dos doentes, pois apenas 350 são os que garantem a área, entre eles médicos, técnicos e enfermeiros.

O Director Nacional de Assistência Médica, António Mudlovo, disse na abertura da formação que a mesma vem dar uma nova imagem para o profissional de saúde oral que, muitas vezes, não era incluído nas formações que ocorrem, sobretudo, no campo do HIV.

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