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Estado pretende reestruturar empresas estratégicas mas omite a EMATUM, Proindicus e MAM

O Estado moçambicano pretende avançar com a reestruturação financeira de pelo menos 20 empresas onde tem interesses empresariais e que considera-as estratégicas e viáveis todavia esqueceu-se de incluir a Empresa Moçambicana de Atum(EMATUM), a Proindicus e a Mozambique Asset Management(MAM) que custam ao povo mais de 2 biliões de dólares norte-americanos.

O ministro da Economia e Finanças, Adriano Maleiane, revelou nesta segunda-feira(05) que das 122 empresas públicos e participadas pelo Estado somente 45 são viáveis e 64 estão em processo de alienação, liquidação e dissolução.

Falando na abertura do XXI Conselho Consultivo do Instituto de Gestão das Participações do Estado (IGEPE) o ministro Maleiane referiu terem sido diagnosticadas e adoptadas medidas de reestruturação nas Telecomunicações de Moçambique (TDM), Moçambique Celular (Mcel), Silos e Terminal Graneleiro da Matola (STEMA), Linhas Aéreas de Moçambique (LAM), Aeroportos de Moçambique (ADM), e Correios de Moçambique.

De acordo com o governante o Estado arrecadou, em 2015, somente 688 milhões de meticais, 499 milhões de dividendos e 88 milhões de alienação de participações. Durante o primeiro semestre de 2016, a receita cifrou em 285 milhões de meticais, dos quais 277 milhões de dividendos e oito milhões de alienação, no âmbito da reestruturação do sector empresarial estatal.

Receitas diga-se irrisórias, quando comparadas com as quantias envolvidas nas negociatas da EMATUM, Proindicus e MAM, empresas cuja situação nem sequer foi mencionada, apesar de num passado recente Adriano Maleiane ter afirmado que as empresas não só tinham planos de negócios viáveis como também foram criadas tendo em vista a defesa de interesses nacionais estratégicos.

A título comparativo os 139 milhões de dólares em dívidas acumuladas pelas Linhas Aéreas de Moçambique ao longo dos anos é inferior aos 178 milhões de dólares norte-americanos da prestação em atraso do empréstimo contraído ilegalmente, e secretamente, pela MAM. Uma empresa que, segundo Maleiane explicou no Parlamento, teria receitas líquidas na ordem de 0,23 bilião de dólares norte-americanos por ano.

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