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Estado Islâmico pede que os seus seguidores ataquem cidadãos dos EUA e da França

O Estado Islâmico pediu, esta segunda-feira (22), a seus seguidores para atacarem cidadãos dos Estados Unidos, da França e doutros países que se juntarem para formar uma coligação para destruir o grupo militante.

O porta-voz do Estado Islâmico, Abu Muhammad al-Adnani, também provocou o presidente dos EUA, Barack Obama, e outros “cruzados” ocidentais num comunicado divulgado pelo website de monitoria SITE, dizendo que as suas forças enfrentariam uma derrota inevitável perante o poderio dos militantes.

Os EUA estão a formar uma coligação internacional para combater o grupo radical sunita, o qual tomou grandes faixas de território no Iraque e na Síria e proclamou um califado no coração do Oriente Médio.

Os aviões de guerra dos EUA e da França bombardearam alvos do Estado Islâmico no Iraque, e, no domingo, os Estados Unidos disseram que outros países haviam indicado disposição para unirem-se aos esforços, caso a coligação prossiga contra alvos na Síria também.

Adnani disse que a intervenção militar pela coligação liderada pelos EUA seria a “campanha final dos cruzados”, de acordo com a transcrição publicada pelo SITE. “Ela será rompida e derrotada, assim como todas as suas campanhas anteriores foram rompidas e derrotadas”, disse ele, pedindo que os seus seguidores atacassem norte-americanos, canadenses, australianos e cidadãos de outras nacionalidades.

Obama autorizou ataques aéreos na Síria para evitar que os combatentes do Estado Islâmico buscassem abrigo no país. Washington também comprometeu 500 milhões de dólares para armar e treinar rebeldes sírios, e enviou 1.600 soldados norte-americanos de volta ao Iraque para combater o grupo.  No seu pronunciamento, Adnani zombou de líderes ocidentais por estarem a aprofundar o engajamento militar na região, e disse que Obama estava a repetir os erros do seu antecessor, George W. Bush.

“Se você combate o Estado Islâmico, ele torna-se mais forte e resistente. Se você deixa-o quieto, ele cresce e expande-se. Se Obama prometeu derrotar o Estado Islâmico, então Bush também mentiu antes dele”, disse Adnani, segundo a transcrição.

Dirigindo-se directamente a Obama, o porta-voz acrescentou: “Mula dos judeus, você disse hoje que a América não seria atraída novamente para uma guerra em solo. Não, ela será atraída e arrastada novamente. Isso acontecerá no solo e levará à sua morte e destruição.”

Obama, que passou grande parte do seu mandato a tirar os EUA do Iraque depois de uma custosa ocupação desde 2003, está cauteloso sobre afirmações de que está a ser arrastado para outra longa campanha que colocará as vidas de soldados em risco.

Embora Obama tenha descartado uma missão de combate, os representantes militares dizem que a realidade de uma campanha ampla no Iraque, e possivelmente na Síria, pode exigir um uso maior de tropas norte-americanas.

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