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Equipes de resgate cavam com as mãos em busca de vítimas de deslizamento na Indonésia

Um deslizamento de terra destruiu uma vila remota na Indonésia, matando pelo menos 17 pessoas, disse neste sábado uma autoridade local. Membros das equipes de resgate usam as suas próprias mãos e pedaços de paus para remover a lama e tentar encontrar os muitos desaparecidos, na total ausência de equipamentos para retirar objetos pesados.

Muitas pessoas foram removidas das suas casas na vila de Jemblung, na região de Banjarnegara, em Java, localizada a cerca de 450 quilómetros da capital, Jacarta.

Fotos publicadas na imprensa já mostram uma enchente de lama laranja e água a cair de uma montanha após o desastre, que aconteceu na sexta-feira.

Deslizamentos de terra são comuns na Indonésia durante o período de Monções, que vai de Outubro a Abril. Uma vasta área de floresta, linhas de transmissão e casas está soterrada. A falta de sinal de telefone está atrapalhando os trabalhos de resgate, além da falta de equipamentos na região, que é isolada e rural.

“Houve um estrondo como o de um trovão”, disse Imam, que vive em um vilarejo próximo. “Aí vi árvores voando e os deslizamentos. As pessoas aqui também entraram em pânico e fugiram.”

Sutopo Purwo Nugroho, porta-voz da Agência Nacional de Mitigação de Desastres, afirmou que 17 pessoas morreram, 15 foram resgatadas, 91 estão desaparecidas e 423 levadas para abrigos temporários. Ele afirmou que há vários registros de desastres similares já ocorridos na região. Dos 15 resgatados, 11 estão internados no hospital, de acordo com o porta-voz.

Uma autoridade da agência do governo afirmou que os trabalhos de resgate foram paralisados por falta de luz natural e que serão retomados no domingo. Entre os mortos, cinco foram encontrados em um carro, de acordo com uma emissora de televisão. Ela mostrou as equipes de resgate usando varas de bambu para carregar corpos.

“A vila de Jemblung foi a mais afetada”, afirmou Nugroho. “O maior desafio é o fato de a rota de fuga também ter sido danificada pelo deslizamento.”

Uma força de resgate de cerca de 400 pessoas, com policiais, militares e voluntários, usou as próprias mãos e ferramentas artesanais para procurar pelos desaparecidos. Um segundo morador afirmou que não houve nenhum tipo de alerta de que o deslizamento poderia acontecer.

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