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Empresas devem reduzir dependência externa

O Primeiro-Ministro (PM) moçambicano, Aires Ali, desafia o Instituto de Gestão das Participações do Estado (IGEPE) a garantir que as empresas por si participadas contribuam na redução da dependência do orçamento do país ao financiamento externo.

Falando quarta-feira na abertura do XIII Conselho Consultivo do IGEPE, Ali disse ser preciso garantir que as empresas participadas pelo Estado contribuam cada vez mais com receitas e dividendos para o Tesouro Público, permitindo assim a redução da dependência do orçamento do país em relação ao financiamento externo.

“É interesse do Governo ver reforçado o papel do IGEPE no fortalecimento e desenvolvimento das empresas participadas, pois, deste modo, assegurase a sua correcta gestão e sustentabilidade”, disse o PM. Aires Ali defende que a eficiência e eficácia devem constituir preocupação permanente no exercício de gestão das empresas participadas pelo Estado de modo a assegurar níveis crescentes de produção e produtividade.

Neste contexto, o IGEPE deverá também garantir a criação de novos postos de trabalho com vista a reduzir os níveis de desemprego no país. O Primeiro-Ministro afirmou ainda que o IGEPE deverá continuar a participar na promoção da constituição de sociedades envolvendo capitais públicos, na aplicação de capitais e no incentivo a novas iniciativas empresariais, na perspectiva de passar parte destas participações ao sector empresarial moçambicano.

“O IGEPE deverá também se tornar num dos instrumentos do governo para o desenvolvimento de um empresariado nacional forte e actuante, promovendo o investimento público e privado em áreas que poderão acrescentar valor à produção agrícola do país, nomeadamente no agroprocessamento, desenvolvimento e produção de diversos insumos agrícolas, indústria têxtil, entre outros”, disse Aires Ali.

Ali sublinhou também que o IGEPE deve assegurar que as empresas participadas tenham uma visão estratégica orientada para o aproveitamento das oportunidades de negócio emergentes da dinâmica resultante da integração regional em curso na Comunidade de Desenvolvimento da Africa Austral (SADC).

“O IGEPE não deve nunca permitir ser essencialmente associado ao resgate de empresas a beira da falência ou já falidas, mas sim ser assumida como agente dinamizador da acção empresarial em Moçambique, virada para os mercados nacionais e internacional”, referiu o governante. Segundo o PM, outras oportunidades de negócio também se abrem com o incremento das relações económicas entre o país com a China, como prova o facto de só no presente ano haver agendadas diversas missões empresariais daquele país asiático para Moçambique.

Com efeito, além da missão empresarial chinesa que há dias esteve em Moçambique, o país deverá receber outros três grupos de género dentro dos próximos meses. “Os empresários nacionais dos sectores público e privado devem estar a altura de capitalizar essas oportunidades com elevado sentido de responsabilidade.

Aos trabalhadores apela-se uma cultura de trabalho e, em conjunto, devemos apostar no trabalho árduo e consentir sacrifícios para promover o crescimento e desenvolvimento do país”, afirmou.

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