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Empresários do Centro de Moçambique pedem moratória para impostos, taxas de juro bonificadas e primazia na reconstrução

Moçambique está “pidir” 3

Para além do mais de meio milhar de mortos, cerca de 1 milhão de afectados, acima de 100 mil casas danificadas o Ciclone IDAI e as cheias que se seguiram dilaceram o debilitado sector privado do Centro de Moçambique. “O sector privado pediu ao Chefe de Estado e ao Governo instrumentos para alavancar o seu negócio”, revelou ao @Verdade o presidente do Conselho Empresarial de Sofala, Ricardo Cunhaque.

Cunhaque, que há pouco mais de um ano explicou ao @Verdade como a crise económica estava a afectar os empresários de Sofala que na altura ainda não se haviam restabelecido dos efeitos da crise político-militar, começou por esclarecer que o sector privado não está de mão estendida e que as medidas iniciais anunciadas pelo Presidente Filipe Nyusi “são bem vindas” no entanto “gostaríamos que a breve trecho o Chefe de Estado venha trazer medidas mais fortalecedoras para o empresariado” afinal o sector produtivo “já está descapitalizado, e as empresas vão continuar descapitalizados com esta tragédia”.

Antes da Declaração à Nação o Nyusi reuniu-se com o empresariado de Sofala, na cidade da Beira, onde mais do que lamentações ouviu propostas que objectivas de como ajuda-los a recomeçar após a tragédia.

“O sector privado pediu ao Chefe de Estado e ao Governo instrumentos para alavancar o seu negócio, precisamos de encontrar linhas de financiamento a taxas de juro bonificadas, requisitos para aceder ao dinheiro e garantias acessíveis e isso permitirá que o empresariado possa ir buscar esses fundos para reconstruir a sua actividade”, disse Ricardo Cunhaque.

O presidente do Conselho Empresarial de Sofala acrescentou que visto que “(…)estamos num mês em que temos de começar a fazer pagamentos, IRPC, pagamentos por conta, por aí, e pedimos ao Governo um relaxamento das datas para o pagamento desses impostos”.

“Queremos que se privilegie ao empresariado local para a reconstrução”

A Conta Geral do Estado evidencia o impactos das sucessivas crises sobre a economia da província de Sofala que há vários anos não gera as receitas tributarias previstas, em 2016 a arrecadação ficou-se pelos 67,9 por cento e em 2017 caiu para 52,1 por cento do planificado.

Os Impostos sobre o Rendimento são os que mais receitas geram em Sofala e por isso Cunhaque disse ao ao @Verdade que: “Também queremos que o Governo encontre forma de isentar o IRPC durante um algum período para que possamos pegar nesse dinheiro e investir aqui”.

Ricardo Cunhaque, que até hoje não recebeu nenhuma das facturas atrasadas que o Estado deve as suas empresas há vários anos, disse ainda ao @Verdade que os empresários pediram ao Presidente Nyusi primazia nos trabalho de reconstrução.

“Com toda a tragédia e depois dos salvamentos concluídos vai haver a reconstrução, muito trabalho aqui na província e queremos que se privilegie ao empresariado local para a sua execução, vai ser também uma forma de também financiar o empresariado de Sofala”, concluiu o presidente do Conselho Empresarial de Sofala.

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