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Empresa siderúrgica encerrada por perigar a vida de trabalhadores em Maputo

A Inspecção-Geral do Trabalho (IGT) mandou fechar, com efeitos desde quarta-feira (08), as portas da empresa de fundição de metais Internacional Ferro e Aço Moçambique, que opera no distrito de Boane, província de Maputo, devido ao desrespeito de uma série de procedimentos laborais, facto que perigava a vida dos trabalhadores.

“Os trabalhadores estavam expostos ao perigo de vária ordem”, das quais “a perda de vida, a incapacitação física, a intoxicação, as doenças contagiosas, entre outras, por falta de equipamento de protecção individual e de falta de observância das mais elementares regras de Higiene e Segurança no Trabalho”, indica um comunicado enviado ao @Verdade por aquela instituição do Estado.

“A brigada inspectiva constatou que os trabalhadores daquela indústria trabalham em condições desumanas, sem equipamentos de protecção individual, mais concretamente luvas, calçado de trabalho, luvas, máscaras, auriculares industriais, óculos apropriados, roupa de trabalho contra fogo, aventais, entre outro equipamento individual e colectivo”.

Num outro desenvolvimento, o documento refere que, para além da falta do equipamento, a brigada detectou ainda a existência de instalações sanitárias sem chuveiro, torneira, água canalizada e sabão, a existência de águas vindas do arrefecimento das máquinas, exposição de cabos condutores de energia eléctrica não devidamente isolados em locais de circulação de pessoas, bem como a falta de limpeza no local de actividades.

A paralisação “durará 60 dias, a contar da data da entrada em vigor da decisão, para permitir que a empresa regularize a situação, podendo o reinício das actividades acontecer somente depois de reinspeccionada a fábrica e constatado que a entidade patronal cumpriu com as recomendações da IGT. A entidade subordinado ao Ministério do Trabalho, Emprego e Segurança Social (MITESS), disse que que as actividades da Ferro e Aço Moçambique são por natureza perigosos à saúde humana, por isso, as operações de produção devem ser mecanizadas, mas, contrariamente, a fundição de metais nesta empresa era feita em série e manualmente, colocando em risco a vida de todos os trabalhadores, pela exposição sistemática a altas temperaturas.

“A situação agravou-se pelo facto de os mesmos laborarem desprotegidos de meios adequados para o manuseamento do ferro, mesmo em temperatura ambiental, expostos a estilhaços de ferro e fumaça vindos da fundição do metal usado para o fabrico de varões. Tal constitui um perigo eminente à vida e integridade física dos trabalhadores, alguns dos quais já sofreram queimaduras no corpo, amputação de dedos dos membros inferiores e superiores, perca de visão, problemas respiratórias entre outros riscos”.

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