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Empresa “fictícia” importa mais de 1.860 televisores

Cinco contentores, com 1.865 televisores (avaliados em 7,7 milhões de meticais) importados da China pela firma Rohling-Grindro Lda., aguardam há mais de dois meses pelo desembaraço aduaneiro no porto de Nacala, situação provocada pelo “sumiço” do proprietário da mercadoria, com escritórios fictícios naquela urbe.

Devido a situação, a empresa que agenciou o navio que trouxe os referidos televisores, a MSC espera, desde então, pelo pagamento dos custos operacionais, facto que só poderá ser possível quando as Autoridades Tributárias de Moçambique (ATM) lograrem vender os produtos em hasta pública, processo que, em princípio, deveria ter acontecido no passado dia 4 de Agosto, mas que não foi possível por razões ainda desconhecidas.

O que é curioso neste imbróglio é o facto de a empresa que importou os televisores, de nome Rohling-Grindro Lda., não constar dos cadastros dos serviços distritais das actividades económicas (sector de comércio), pese embora a cidade de Naca-Porto seja mencionada como a morada da firma em causa na documentação da MSC, agenciadora do navio.

O mais estranho, ainda, é a aparição repentina de uma das maiores empresas de ramo de comércio da cidade de Nacala, os Armazéns Maiaia, a reclamar a propriedade dos 1.865 televisores, embora nos documentos conste a Armazéns Maiaia, explicou ao nosso colaborador em Nacala-porto que aqui, no porto de Nacala, tem sido prática corrente alguém importar determinada mercadoria e, depois, trespassá-la a um outro comerciante, ao confrontar-se com a falta de dinheiro para pagamento dos respectivos direitos alfandegários.

Porem, não confirmou nem desmentiu que os Armazéns Maiaia ficaram com os polémicos televisores por alegadamente a pessoa que trata dos “ import e export”, seu filho, não se encontrar dentro do país para poder dizer algo sobre a matéria.

Junto da Autoridade Tributária de Moçambique fomos informados de que a pessoa que poderá prestar mais subsídios acerca da questão é o chefe do gabinete de Comunicação e Imagem, Albano Naroromele, que, entretanto, disse ao nosso colaborador que tinha de se inteirar do assunto, antes de responder às questões apresentadas, tais como as razoes da demora da realização do leilão e da posterior suspensão do leilão, se é legal um importador trespassar a mercadoria a outro, entre outras questões.

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