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Empresa conclui retirada de primeiros bastões de combustível nuclear de Fukushima

A empresa operadora da usina nuclear japonesa de Fukushima, destruída por um terremoto e um tsunami em 2011, concluiu, esta quinta-feira (21), a remoção dos primeiras bastões de combustível que estavam num tanque de resfriamento de um reactor danificado, numa rara boa notícia nos esforços para o controle do local.

As 22 cápsulas sem uso, contendo cada uma 50 a 70 bastões de combustível, foram transferidas num contentor para um tanque mais seguro, depois de uma operação de quatro dias, disse a empresa Tepco em nota. A Tepco ainda terá de retirar outras 1.500 peças, quebradiças e potencialmente danificadas, do instável reactor número 4.

Essa operação é parte das primeiras etapas do processo de desmontagem da usina. A empresa prevê que a remoção dos bastões levará um ano, mas alguns especialistas acham esse prazo optimista demais. Seja como for, trata-se de uma operação urgente.

Os bastões estão armazenados a 18 metros de altura, num edifício que entortou depois da catástrofe e corre o risco de desabar em caso de novo terremoto. A retirada das cápsulas de combustível é vista como um teste para a capacidade da Tepco de desmontar a usina – uma tarefa que pode custar dezenas de bilhões de dólares e levar décadas.

A retirada foi realizada em baixo da água. Se as cápsulas fossem expostas ao ar ou se quebrassem, enormes quantidades de gases radioactivos poderiam ser liberadas na atmosfera. Cada peça pesa cerca de 300 quilos e tem 4,5 metros de comprimento.

A Tepco iniciou a operação na segunda-feira, usando um guindaste para puxar lentamente as cápsulas para fora das prateleiras submersas, e em seguida colocando-as num pesado caixão de aço, concebido para blindar os operários da radiação durante a operação.

A estrutura foi transportada para um edifício que abriga o tanque comum da usina, o qual não foi danificado no acidente de 2011, segundo a Tepco. A empresa disse que vai avaliar o processo desta semana antes de remover uma nova leva. A retirada do combustível usado dos outros reactores da usina, onde os níveis de radiação são muito superiores por causa das fusões no núcleo, será algo ainda mais desafiador.

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