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Empresa australiana já na prospecção de carvão em Moçambique

A empresa mineira australiana Mozambi Coal Ltd. iniciou, em Maio passado, operações de prospecção de carvão nas duas concessões que possui em Tete, na zona centro de Moçambique.

Segundo o director executivo da empresa, Shiv Madan, citado pela agencia noticiosa Macauhub, a Mozambi Coal Ltd deverá vir a extrair carvão de coque e térmico nas duas concessões denominadas Tete Ocidental e Muturara onde poderá haver reservas estimadas em 216/270 milhões de toneladas e 2,88/3,60 mil milhões de toneladas, respectivamente.

As operações de prospecção estão a ser efectuadas pela empresa Aquaterra, a subsidiária moçambicana da empresa sul-africana Geosearch Inc. e, de acordo com o cronograma incluído na mais recente apresentação aos investidores, deverão decorrer até final de Agosto.

O Governo moçambicano já atribuiu mais de 100 concessões de pesquisa e prospecção de carvão, a maior parte das quais na província de Tete, onde comprovadamente existem grandes reservas deste recurso mineral.

De referir que já foram identificadas, no país, mais sete bacias carboníferas com muito potencial nas províncias de Niassa, Cabo Delgado, Tete e Manica, no norte e centro do país, respectivamente.

Nos últimos anos, Moçambique tem registado uma grande procura de carvão por mineradoras internacionais, o que faz acreditar que o país poderá tornar-se num dos maiores produtores e exportadores de carvão do mundo.

Segundo a ministra dos recursos minerais, Esperança Bias, dada a grande procura estão em negociação contratos mineiros para a atribuição de novas concessões, sendo algumas em Revubué e outra na região de Tete/Moatize. Assim, de acordo com a ministra, até finais do presente ano poderão ser atribuídas cinco concessões mineiras de carvão.

A ministra que falava a participantes do segundo seminário de carvão que terminou esta terça-feira, em Maputo, disse que o Governo continua a receber inúmeros pedidos de prospecção e pesquisa de carvão, sobretudo de investidores oriundos da Índia e da China.

O Governo decidiu não atribuir mais licenças à investidores indianos antes de começar a ver trabalho no terro das empresas que já estão autorizadas a trabalhar.

Enquanto isso, as minas de Moatize e Benga, em Tete, desenvolvidas pela Companhia brasileira Vale e pela mineradora australiana Riversdale, respectivamente, estão numa fase avançada, prevendo-se o início da produção já iniciou, prevendo-se para breve o arranque da exportação.

De referir que em Moatize, a Vale investiu mais de 122 milhões de dólares para desenvolver a mina de Moatize. A Riversdale, por seu turno, vai produzir numa fase inicial dois milhões toneladas de carvão por ano na mina de Benga, uma quantidade que deverá aumentar para 20 milhões de toneladas/ano, a partir de 2016.

Os dois projectos vão desenvolver centrais termoeléctricas que vão produzir dois mil megawatts, em Benga, e 2.600 megawatts, em Moatize.

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