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Empreiteiros exigem certificação de qualidade e controlo do preço de materiais de construção

A Associação dos Empreiteiros de Nampula defende a criação por parte das entidades competentes de um instrumento legal para o controlo da produção e certificação da qualidade dos materiais de construção em particular o cimento e ferro.

O referido instrumento seria válido para a regulação do custo daqueles materiais que sempre que se regista uma curta interrupção do processo de laboração provoca oportunismo caracterizado pela especulação dos preços ao nível do comércio grossista.

A província de Nampula foi surpreendida no final da semana passada com a subida do preço de cimento, um dos principais materiais de construção na escala de cerca de 20 por cento, ou seja o saco passou a ser comercializado entre 450 e 500 meticais na capital da província.

Na cidade portuária de Nacala, onde se localizam as duas fábricas que abastecem a província e a região norte, incluindo Zambézia no centro do país, o saco de 50 quilogramas está a ser vendido a preços que oscilam entre 340 e 350 meticais.

A razão principal apontada para esta variação relaciona-se com a paralisação de uma das fábricas do grupo Cimpor para efeitos de substituição de alguns componentes, processo que deverá durar entre duas a três semanas, segundo fonte do governo distrital.

Conforme Arsénio Salomão, presidente da Associação dos Empreiteiros de Nampula, a subida de forma brusca do preço do cimento tem implicações negativas nas contas das empresas do ramo de construção civil ao nível de toda a região norte.

Porque, argumentou, sentimo-nos obrigados a reformular quase tudo para fazer face ao choque provocado pela subida do custo daquele material com vista a minimizar os prejuízos financeiros e tentar cumprir os prazos de execução acordados no contracto.

Este fenómeno enfraquece a capacidade financeira das empresas de construção civil porquanto não são raras as subidas sem justa causa que ocorrem em relação aos preços dos materiais, segundo Arsénio Salomão, que defende a introdução de um instrumento legal para o controlo do preço para poder travar o oportunismo desmedido daqueles que tem condições de aprovisionar grandes quantidades de cimento e ferro para especular.

Melhorar o regulamento do decreto que liberaliza a importação de cimento para que possa aglutinar mais beneficiários directos deve ser uma prioridade das entidades competentes, porque além das empresas de construção civil, o cidadão que está a construir a sua residência por administração directa sente que não tem protecção do governo neste domínio- anotou Arsénio Salomão.

Fazer leis é tarefa dos órgãos competentes, por isso o chefe do departamento da indústria na direcção provincial de Indústria e Comércio em Nampula, Joaquim Alves, se escusa a comentar em torno da pertinência da criação do instrumento legal exigido pela Associação dos Empreiteiros e sossega, dizendo que o preço do cimento voltará a estabilizar.

Refira-se que as duas fábricas existentes em Nacala-Porto encontramse neste momento paralisadas uma para dar lugar a trabalhos de manutenção e substituição de alguns equipamentos obsoletos por modernos e a outra pelo facto do stock de clinker ter se esgotado.

Entretanto, a laboração das duas unidades fabris deve ser retomada na semana em curso caso não ocorra qualquer contrariedade. E para garantir a reposição dos stocks que estão a sofrer grande pressão em razão da dinâmica na construção na província e região norte, as fábricas vão trabalhar de forma ininterrupta por forma a atingir o seu limite de capacidade de produção global que é de cerca de 400 mil toneladas/ ano.

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