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Em debate qualidade no ensino a distância

Os provedores do ensino a distancia em Moçambique estão reunidos em conferência nacional para analisar, discutir e trocar experiências sobre os procedimentos a ter em conta para que a expansão deste subsector de ensino seja acompanhada de qualidade. António Franque, Director Nacional do Instituto Nacional de Educação a Distancia (INED), falando a margem deste encontro que iniciou ultima Segunda-feira e com término previsto para Quarta-feira, disse que Moçambique conta, actualmente, com 12 instituições que ministram diferentes níveis deste tipo de ensino.

Moçambique conta com dois centros provinciais de ensino a distância, um que funciona como ponto nevrálgico na cidade de Maputo, a capital moçambicana e outro que está instalado na cidade de Lichinga, província nortenha de Niassa, que ainda não entrou em funcionamento devido a problemas infraestruturais. “Vamos construir o centro de Chimoio na província de Manica (Centro do país) no próximo ano. Estamos agora a mobilizar recursos financeiros para a edificação dos centros de Cabo Delgado, Zambézia, Tete e Gaza, ainda no presente quinquénio”, disse António Franque.

Ele indicou que o alargamento deste nível de ensino em Moçambique justificase tendo em conta a carência de estabelecimentos de ensino. “Os desafios que Moçambique enfrenta na área da educação não podem ser superados apenas com o ensino presencial. É preciso potenciar todos os subsistemas, incluindo a alfabetização e o ensino a distancia”, afirmou Franque. Franque acrescentou que de 1997 a esta parte, o ensino a distancia formou 15.500 professores em exercício no país.

Um estudo sobre o ensino a distancia em Moçambique, apresentado no encontro, revela que perto de 12 mil estudantes estão neste momento a servir-se deste subsistema de ensino, sendo 7120 do sector público e 4661 do privado. De acordo com a estratégia para o ensino secundário geral, 120 mil alunos deverão estar inscritos no subsector do ensino à distância até 2015, sendo necessário criar uma rede de apoio a este ensino baseada nas escolas. “ Temos que investir na qualidade de ensino na escola aberta tomando em consideração que o ensino a distancia é parte integrante do programa educativo em Moçambique e não um apêndice.

Temos que tirar o mito de que a aprendizagem só é possível com professores ao vivo”, afirmou António Franque. Neste encontro, de dois dias, os provedores do ensino a distancia em Moçambique reflectem sobre o alargamento da rede de actuação, programas e cursos, estatísticas, qualidade dos matérias e como combater os preconceitos para tornar este ensino uma oportunidade e modalidade a eleger no Sistema Nacional de Educação (SNE).

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