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Em Chitima o número de óbitos chegou a 73, mas alguns dos sobreviventes já tiveram alta

Cinco dias depois da tragédia que se abateu sobre Chitima, vila sede deste distrito de Cahora Bassa, na província de Tete, ainda não se sabe o que terá causado a morte de 73 pessoas que no passado sábado(10) ingeriram pombe, uma bebida de fabrico caseiro, durante uma cerimónia fúnebre. Contudo na tarde desta quarta-feira(14) alguns dos sobreviventes tiveram “alta clínica” e irão regressar vivos as suas residências.

Nesta terça-feira(13) perderam a vida mais três pessoas internadas por intoxicação alcoolica, uma das vítimas era uma mulher grávida de 6 meses.

Sobre as causas das mortes o Ministro da Saúde, Alexandre Manguele, disse que os resultados das análises das amostras de sangue e urina extraídos aos doentes intoxicados e dos produtos retirados do recipiente que continha a bebida serão conhecidos a qualquer momento.

Para a Polícia da República de Moçambique em Tete, o facto de a mulher que produziu a bebida estar também entre as vítimas mortais, complicou as investigações, mas os peritos continuam a trabalhar. “Continuamos no terreno a investigar para podermos apurar quem foi o autor e que tipo de veneno foi usado na bebida alcoólica que está a matar as pessoas e aconselhamos toda a população da província a ser cautelosa no consumo de bebidas alcoólicas de fabrico caseiro, de modo a evitarmos mais perdas de vidas humanas”, declarou o porta-voz da corporação, Luís Nudia.

Segundo uma fonte hospitalar, dos oito doentes que estavam internados no Hospital Rural do Songo “seis acabam de ter alta clínica por melhoria e irão para as suas residências”. Os outros dois serão transferidos para o Centro de Saúde de Chitima “por apresentarem resposta positiva ao tratamento e necessitando de cuidados hospitalares mínimos” acrescentou a nossa fonte que disse ainda que em Chitima outros pacientes, em número que não soube precisar, também tiveram alta médica.

 

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