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Egípicios desafiam recolher obrigatório

Egípicios desafiam recolher obrigatório

Milhares de egípcios desafiaram o recolher decretado pelas autoridades e continuaram a manifestar-se na Praça Tahrir, no centro da capital, a cidade do Cairo. Os manifestantes dizem que vão manter a sua vigília até que o Presidente Hosni Mubarak abandone o poder. “Ninguém tem medo do recolher obrigatório. Tivemos medo durante 30 anos mas agora não. Queremos liberdade para eleger um presidente verdadeiro que seja capaz de fazer avançar este país,” dizia um manifestante.

No domingo, Mubarak ordenou à polícia que regressasse às ruas. Por sua parte, o exército egípcio está a reforçar os postos de controlo à volta do Cairo e a revistar viaturas.

ElBaradei

Um dos mais importantes líderes da oposição egípcia, Mohamed ElBaradei, juntou-se aos manifestantes na Praça Tahrir para exigir o afastamento do Presidente Mubarak. “Temos uma exigência principal: a partida do regime. Queremos começar uma nova era, um novo Egipto, em que cada egípcio viva em liberdade e com dignidade.”

Entretanto, o Presidente Hosni Mubarak ordenou ao novo executivo nomeado no fim-de-semana que mantenha os subsídios económicos, combata a corrupção e comece a implementar reformas políticas.

Obama

Por seu lado, o Presidente Barack Obama falou, ao telefone, com vários líderes mundiais. Obama discutiu a crise egípcia com os líderes da Turquia, de Israel, da Arábia Saudita e da Grã-Bretanha. Uma declaração da Casa Branca fez saber que o presidente norte-americano pediu aos seus interlocutores que fizessem as suas próprias avaliações.

Analistas dizem tratar-se de um esforço dos EUA para mostrar que não é o único país a negociar com as autoridades egípcias.

Egipto pós-Mubarak?

No domingo, a secretária de Estado norte-americana, Hillary Clinton, concedeu uma série de entrevistas a canais de televisão em que deu a entender que a Administração Obama estaria agora a pensar num Egipto pós-Mubarak. Ela pediu “uma transição ordeira” para “uma democracia real”. Contudo, Hillary Clinton recusou responder a perguntas sobre se o Presidente Hosni Mubarak devia ou não deixar o poder.

Quando lhe foi perguntado sobre o futuro dos mil e quinhentos milhões de dólares de ajuda militar fornecida anualmente pelos EUA, a chefe da diplomacia norte-americana elogiou os soldados egípcios por estarem a mostrar contenção e a permitir a realização de manifestações pacíficas.

O principal receio em Washington é que o governo do Egipto atinja o colapso, deixando o que Hillary Clinton descreveu como “um vazio de poder”.

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