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EDM explica-se sobre corte de energia no dia da chegada de Dlhakama à Quelimane

Aquando da sua chegada a cidade de Quelimane, o líder do maior partido na oposição no nosso país, Afonso Dlhakama, foi recebido às escuras.

Neste mesmo dia, Dlhakama não poupou a empresa Electricidade de Moçambique, Área de Distribuição de Quelimane, alegando que esta empresa trabalha a mando do governo do dia, por isso apagaram as lâmpadas de iluminação pública, curiosamente do local onde os apoiantes da Renamo se encontravam.

O assunto cheirou muito mal e o país todo deplorou esta atitude, embora o nosso jornal não tenha avançado que tenha sido obra da EDM. Porém, o director da EDMQuelimane, teria dito que não comentava palavras dos políticos quando abordado sobre este assunto.

Entretanto, na manha da última sexta-feira, portanto, três dias depois do apagão, o director da EDM-Área de Distribuição de Quelimane, Hermínio Lucas, convocou a imprensa para esclarecer o que teria acontecido naquela terça-feira que o líder da Renamo chegou a Quelimane.

Curiosamente, Hermínio Lucas, quis que a conferência de imprensa fosse no local onde houve o referido apagão para que segundo ele, os jornalistas e depois o público pudesse ver no terreno o que teria acontecido.

Nesta conferência de imprensa, o director da EDM-ADQ, disse que não houve corte propositado de energia, mas sim, o que aconteceu foi de que, fusível que alimenta aquela zona, teria se queimado e por isso não havia como regularizar de imediato.

Mesmo quando questionado se não haviam saídas possíveis naquela hora, o que permitisse que houvesse energia naquele troço, Hermínio buscou termos técnicos e explicou aos jornalistas que mesmo se a equipa do piquete tentasse fazer alguma ligação alternativa, o qual chamou de chant (i), a zona toda da sagrada família ficaria privada de energia eléctrica.

“Não podíamos mexer as outras linhas, porque se assim o fizéssemos, então toda zona ficaria privada de energia” – disse o director da EDM-ADQ.

Instado a pronunciar-se o porquê de ter deixado o tempo passar (3 dias), para depois vir dizer algo, e se essa conferência de imprensa não resultava de um puxão de orelhas por parte de direcção máxima da EDM, a fonte respondeu que não tem enquadramento esta questão, mas sim, a EDM como empresa precisa de esclarecer o que teria acontecido, já que as culpas todas são lançadas para a sua empresa.

Há que lembrar que quem fornece energia neste país é a EDM e sobre este assunto do apagão no dia em que o líder da Renamo chegou a Quelimane, provocou debate até naqueles que nunca se interessaram nestes assuntos de política.

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