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Editores dos órgãos de informação receiam medidas do Governo

As medidas tomadas pelo governo de Moçambique para conter o custo de vida no país, têm vindo a ser analisadas em todas vertentes. Há receios no seio daqueles que acompanham a evolução do país e do mundo nos últimos tempos. E uma parte dos que receiam as medidas do governo são jornalistas, concretamente os editores e directores de informação de vários órgãos de comunicação social, de entre eles, públicos e privados.

Num encontro organizado pela PANOS, os jornalistas analisaram com profundeza a maneira como a crise global tem vindo a atingir o nosso país.

Foi dai que quase a maior parte dos editores e directores de informação presentes, mostraram seus receios quanto a eficácia das medidas que o governo diz que vão aliviar a vida dos cidadãos.

E não só, neste fórum sobre a crise global, muitos jornalistas e editores mostraram-se apreensivos pelos discursos que tem vindo a serem proferidos pelos governantes deste país.

Distrito como pólo de desenvolvimento

Este foi um outro ponto que quando aliado aos discursos e às medidas que o governo diz estar a adoptar para conter o custo de vida nas cidades, pode ser um contraste.

É que conforme debateram os editores e directores de informação, na verdade, o discurso de que o distrito é o polo de desenvolvimento e agora com esta de dar a tal cesta básica para conter o custo de vida nas zonas urbanas, pode haver contraste, ou seja, a mensagem que apela as pessoas a irem ao distrito e depois dizer que vão dar cesta básica nas cidades pode ter sido um erro de discurso e isso atrair mais pessoas do campo para a cidade.

Moçambique e a crise

Uma das grandes preocupações que os participantes deste encontro levantaram foi de como é que o nosso país está a lidar com a crise global. Aqui, vários exemplos de discursos desarticulados dos dirigentes do nosso país, vieram a tona.

Por exemplo alguns editores foram aos arquivos para buscar os pronunciamentos da então Primeira-Ministra do nosso país, Luísa Dias Diogo, quando de boca cheia havia dito que a crise mundial não iria afectar o nosso país.

Isso, na óptica dos editores teria sido uma aberração cometida pela então PM, dai que agora os efeitos da crise já estão até nos quartos das pessoas.

Para isso, os editores disseram que é preciso sair dos discursos e fazer coisas concretas e que também as políticas em vários sectores devem ser sérias e eficázes.

Por exemplo, os editores apontaram a agricultura como uma área chave. Só que de acordo com os participantes é a base do desenvolvimento, mas na prática o governo nunca teve um posicionamento sério que transformasse em realidade esses discursos de produzir alimentos.

Refira-se que, esta quinta-feira, o governo foi ao parlamento para falar destas medidas, que para uns são vistas como paliativas.

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