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Edilidade ataca pobreza na Ilha de Moçambique

O fenómeno da pobreza absoluta no município da Ilha de Moçambique é mais incidente na parte da cidade quando comparada à zona rural, de acordo com o respectivo edil, Alfredo Matata, que revelou a disponibilidade de 27 milhões de meticais para financiar durante três anos projectos de geração de rendimento para aliviar a extrema vulnerabilidade que algumas famílias enfrentam.

O montante em referência, segundo Matata, foi disponibilizado pela embaixada da Dinamarca para financiar projectos nas vertentes da comercialização de produtos alimentares, visando incrementar a sua disponibilidade nos mercados e garantir a segurança nutricional para as populações locais.

A segunda vertente está relacionada ao fomento de gado caprino e aves, um negócio que está a ganhar uma dimensão satisfatória sob o ponto de vista de arrecadação de receitas que possam influenciar na redução da vulnerabilidade dos beneficiários.

Alfredo Matata precisou que a edilidade identificou um total de 250 famílias consideradas como estando em extrema dependência. As mesmas são maioritariamente orientadas por mulheres solteiras ou viúvas que dominam o número de famílias na Ilha de Moçambique.

Este projecto tem uma vertente cultural que visa o aproveitamento do potencial existente nesse domínio.

Com efeito decorrem trabalhos para a selecção de grupos culturais de canto e dança visando o seu treinamento por coreógrafos idos de Maputo.

A nossa fonte precisou que os grupos que assimilarem as matérias relacionadas com a formação vão beneficiar de um projecto visando a sua profissionalização.

Julgamos que os grupos profissionais vão não somente exibir-se ao nível interno como nas restantes províncias, incluindo fora do país, o que vai trazer benefícios financeiros como promover a imagem da cultura da Ilha além fronteira- disse.

Alfredo Matata frisou que um total de vinte famílias residentes na parte insular da Ilha está a beneficiar de um programa isolado financiado pela edilidade local inserido no alívio à pobreza urbana que se traduz na alocação a cada uma de um montante estimado em 15 mil meticais. O valor destina-se ao desenvolvimento de pequenos negócios para o seu autosustento.

Ainda para combater a pobreza urbana o município da Ilha de Moçambique está fazer o parcelamento de terras para construção de habitações em zonas de expansão com elevado potencial para o incremento do nível de vida dos munícipes.

Até ao momento foram parcelados 400 talhões no zona de Sanculo, onde o turismo se apresenta como uma actividade de geração de renda para os habitantes locais.

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