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…E perdeu mesmo a graça

O Moçambola vai parar com uma certeza: só um milagre poderá afastar a Liga Muçulmana do título. Ou seja, este final de corrida transformou-se num monólogo. Em Outubro, portanto, quando o campeonato retomar o seu curso normal, a emoção estará apenas na zona de despromoção. É uma prova nivelada por baixo.

O Maxaquene começou o Moçambola como um corredor de 100 metros, com passada larga e uma superioridade insultante. Cedo instalou-se no lugar mais alto do pódio. Chegou a ter uma vantagem de oito pontos sobre o segundo classificado.

Atropelou, literalmente, o Costa do Sol no seu reduto para afastar quaisquer equívocos sobre a sua supremacia. Foi ao campo da Liga Muçulmana roubar um ponto. Os tricolores, diga-se, jogavam de olhos postos no título.

Venceram o primeiro jogo do Estádio Nacional doZimpeto e “amargaram” a festa do Desportivo. Pelo meio, viram a direcção envolta em polémica e começaram a perder o fulgor de que dispunham no ponto de partida. Agora, à beira da meta, são uma equipa moribunda e sem estofo.

Ou seja, a direcção do Maxaquene tomou uma maratona por uma prova de 100 metros e a Liga Muçulmana, uma equipa que parece mais fiável em maratonas, agradeceu. O Costa do Sol aproximou-se. Hoje, sonha com a Taça de Moçambique e o objectivo, no Moçambola, é garantir a segunda posição.

Os jogos

Os jogos da jornada 20 confirmaram um cenário triste do Moçambola. Temos um campeonato muito pouco competitivo e sem graça. Uma equipa domina e as outras, impotentes, estendem-lhe a passadeira.

Por outro lado, com a aproximação da derradeira fase do campeonato, voltaram os jogos com muitos golos. Aliás, a 22ª jornada teve apenas um jogo sem golos: o Ferroviário de Nampula – Maxaquene.

O Maxaquene, já se sabe, garantira triunfos em cima da hora na primeira ronda do campeonato, com reviravoltas, e pagara a factura física. Salvado, que repetira quase sempre os mesmos jogadores, perdeu Tike e Liberty e depois a equipa ressentiu-se.

Imponente locomotiva O Ferroviário de Nampula, com uma segunda volta irrepreensível, travou os tricolores. Impôs um empate sem abertura de contagem.

Efectivamente, em dois jogos difíceis, os locomotivas amealharam mais pontos do que o previsto. É certo que somam dois empates consecutivos, mas nem o líder e os clubes históricos guardam saudades da agreste província de Tete, casa do Chingale e do HCB de Songo.

Outro jogo que contava para o título

Outro jogo importante da ronda disputou-se em Tete, no 27 de Novembro, com o HCB a impor- -se de forma fácil sobre o Costa do Sol (2-0) e a encurtar para quatro pontos a distância que lhes separa dos canarinhos. Assim, o Costa do Sol soma a segunda derrota consecutiva no Moçambola e fica bem mais longe da luta pelo título.

O jogo

Praticando o melhor futebol que se lhe viu desde o campeonato passado, o Ferroviário da Beira teve no de Maputo o parceiro ideal para um jogo que encantou as bancadas.

Um jogo grande transformado num grande jogo, por duas equipas inteligentes, ousadas e recheadas de talento. Um empate por três bolas, é certo, castigou os locomotivas do norte, mas é uma boa publicidade para o Moçambola.

O Desportivo, que venceu o Vilankulo FC com mais um pontapé revitalizador de Zainadine Júnior, voltou aos bons resultados e continua colado ao Costa do Sol. Num duelo táctico entre duas equipas a recuperar de desaires recentes, valeu a inspiração de um defesa que não cabe nesse rótulo: Zainadine é um jogador total.

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