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Quatro ataques, dois mortos e cinco feridos esta manhã na EN1, trânsito condicionado no centro de Moçambique

Dois mortos e cinco feridos é o balanço preliminar de pelo menos três ataques de homens armados a um autocarro e a dois camiões que transitavam durante a manhã desta sexta-feira (21) na estrada nacional nº 1, entre o rio Save e o distrito de Muxúnguè.

Na sequência deste ataque o trânsito rodoviário está condicionado à escolta militar a partir da ponte sobre o rio Save até Muxúnguè, no centro de Moçambique, e no sentido inverso.

Segundo uma testemunha no local dezenas de viaturas ligeiras e camiões aglomeram-se nas proximidades da ponte sobre o rio Save com receio de prosseguir viagem.

Ataques

O primeiro ataque que conseguimos confirmar aconteceu pouco depois das 6 horas na ponte sobre o rio Ripembe, no distrito de Machanga, e atingiu um autocarro de passageiros, da empresa privada Etrago, que fazia o trajecto Maputo para Quelimane. O autocarro foi atingido por três tiros, segundo o Administrador do distrito de Chibabava, em declarações ao nosso jornalista, e só a perícia do motorista garantiu a continuidade da viagem quando os homens armados abriram fogo.

No mesmo local um camião da empresa privada TCO foi atacado tendo-se despistado em direcção a mata onde pegou fogo. Duas pessoas foram baleadas mortalmente, uma delas, o motorista, ficou mesmo carbonizado, e um outra ficou ferida.

Mais tarde, no mesmo local, um segundo camião, que transportava bens alimentícios, foi atacado e incendiado tendo sido feridos mais três cidadãos moçambicanos.

Até este momento, não houve nenhuma reacção oficial das autoridades governamentais sobre estes acontecimentos.

O Presidente da República e Comandante em Chefe das Forças Armadas de Defesa e Segurança, Armando Guebuza, continua na província nortenha do Niassa em presidência aberta.

Porta-voz da Renamo detido

Nas primeiras horas desta sexta-feira o brigadeiro Jerónimo Malagueta, chefe do Departamento de Informação da Renamo, o maior partido da oposição em Moçambique, foi detido em circunstâncias ainda não esclarecidas. Rahil Khan, Coordenador político da Renamo na região sul, classificou a detenção de “rapto político” pois não há indicação sobre que autoridades procederam a detenção nem se havia mandato de captura.

Khan acrescentou que esta detenção “vem prejudicar todo o processo das negociações em curso”.

Jerónimo Malagueta foi o porta-voz da declaração de “guerra” nesta quarta-feira (19) quando anunciou que as forças armadas do seu partido iriam impedir o trânsito rodoviário nesta Estrada que liga o Sul ao Centro e ao Norte do país, no troço entre o Save e Muxúnguè, como forma de impedir os movimentos de militares governamentais em direcção à Satungira, onde o seu líder, Afonso Dhlakama, reside desde os finais do ano passado.

“As forças da Renamo vão-se posicionar para impedir a circulação de viaturas transportando pessoas e bens, porque o Governo usa essas viaturas para transportar armamento e militares à paisana, para se concentrarem nas proximidades de Satungira para o ataque ao presidente da Renamo”, disse na altura Jerónimo Malagueta.

Sobre os ataques desta manhã Rahil Khan não confirmou ter sido perpetrado por homens da Renamo contudo afirmou que “a Renamo informou que a via seria interdita”.

Khan acrescentou que o seu partido continua disponível para prosseguir as negociações com o Governo de Moçambique já na próxima segunda-feira (24).

O porta voz da Polícia da República de Moçambique (PRM), Pedro Cossa, confirmou que a corporação deteve o Jerónimo Malagueta à saída da sua residência em Maputo devido à declaração de “guerra” desta semana. Segundo Cossa o brigadeiro da Renamo está detido numa das Unidades prisionais da capital moçambicana.

Falando no final da manhã, em conferência de imprensa, Pedro Cossa afirmou que os ataques foram protagonizados por homens armados da Renamo e confirmou a morte de dois cidadãos moçambicanos, um camionista e o seu ajudante, e cinco feridos na sequência dos ataques a dois camiões e um autocarro de passageiros.

 

Clique aqui para recordar a conferência de imprensa da Renamo em Maputo.

 

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