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Doenças crónicas são a principal causa de morte no mundo, afi rma a OMS

Milhares de vidas poderiam ser salvas se os factores de risco, como o cigarro, a bebida e o peso em excesso fossem evitados e controlados, diz o primeiro relatório global sobre doenças não transmissíveis da entidade.

As doenças crónicas, como as cardiovasculares, as pulmonares, o cancro e a diabetes, são as principais causas de morte no mundo. De acordo com o primeiro relatório global sobre doenças não transmissíveis, que acaba de ser publicado pela Organização Mundial de Saúde (OMS), elas foram responsáveis por 36 milhões de mortes em 2008 – 63% do total mundial.

Juntas, as doenças chamadas de não transmissíveis matam mais pessoas pelo mundo do que a malária, o HIV e a tuberculose – inclusive nos países pobres. “Esse aumento no número de casos é um desafi o enorme e precisa de ser contornado quanto antes”, diz Margaret Chan, directora geral da OMS.

Segundo o relatório da OMS, milhares de vidas poderiam ser salvas se os factores de risco, como o cigarro, a bebida e o sobrepeso fossem evitados e controlados. Só o cigarro e o fumo passivo, por exemplo, são responsáveis por 6 milhões de mortes no mundo todos os anos. De acordo com a organização, em 2020 esse número deve subir para 7,5 milhões, cerca de 10% de todas as mortes causadas por doenças.

Além disso, 3,2 milhões de pessoas morrem anualmente por falta de actividade física. Pelo menos 2,8 milhões são vítimas do excesso de peso ou da obesidade. Já o consumo elevado de álcool mata 2,5 milhões.

De acordo com a OMS, até mesmo em África, onde as doenças transmissíveis são o principal risco, o número de pacientes com problemas cardiovasculares, pulmonares, cancro ou diabetes está a crescer. E o aumento tem-se mostrado tão signifi cativo que essas doenças devem ultrapassar em quantidade as transmissíveis até 2020.

De acordo com a OMS, três prioridades de vigilância devem ser tomadas: monitoramento das doenças; prevenção; e melhoria no tratamento. Entre os pontos de acção directa para reduzir o número de casos estão o banimento do fumo em lugares públicos, o reforço da proibição da publicidade de cigarros, a restrição ao acesso às bebidas alcoólicas e a redução do consumo de sal na alimentação.

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