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Docente da UNIZambeze discorda que bom jurista é aquele que defende causas em tribunal

A Dra Catarina Salgado, docente do curso de Direito na UNIZambeze, discordou, Quarta-feira, na cidade da Beira, que um bom jurista é aquele que defende causas em tribunal, explicando isso é resumir o papel do profissional de Direito à advogacia enquanto o papel do profissional de Direito compreende uma vasta área tão importante na sociedade para além de frequenter as barras dos tribunais.

Catarina Salgado explicou ainda, ainda que o jurista pretenda resumir o seu papel de profissional de Direito à defensor de causas em tribunal existe o código deontológico e ético a cumprir.

Falando na sessão de palestra e debate subordinado ao tema “Desafios da Implementação dos Direitos da Criança e o Papel das Universidades”, ontem, na cidade da Beira, a docente de Direito na UNIZambeze recordou o bom jurista é aquele que faz doutrina, aquele que investiga e interpreta as leis existentes, aquele que defende justiça e a solidariedade de todos – salientando a seguir só assim o profissional de Direito estará a participar melhor na construção dum mundo melhor.

“Ser jurista não é somente exercer a jurisprudência… nós aprendemos doutrina, investigação, pesquisa…” – afirmou Catarina Salgado, para quem mesmo que o advogado seja pago para defender uma determinada causa não é pelo dinheiro que tem de fazer isso, tem de ter consciência se não está a ferir algum princípio ético e deontológico.

“Isso todo advogado tem de saber” – sublinhou. Solicitado no final da sessão a evoluir a sua dissertação ao O Autarca, Salgado esclareceu que não se referia ao caso específico denunciado pelo nosso jornal, mas reiterou independentemente de ter de defender determinadas causas dos seus clientes o advogado terá de ter sempre em atenção o princípio ético e deontológico.

Não há ninguém que negará os direitos da menina Aisling Binda

Entretanto, a Dra Catarina Salgado, docente de curso de Direito na UNIZambeze, deixou claro os argumentos dos pais da menina Aisling Binda são perfeitamente válidos e que a sua opinião é de que não há ninguém que negará o direito dessa menina a educação.

Recorde-se, a menina Aisling Binda não está a frequentar a escola passam hoje 255 dias que lhe foi recusado esse direito na Beira International Primary School por possuir deficiência, uma situação que tem estado a levanter forte onda de indignação por parte de várias correntes colectivas e individuais moçambicanas e estrangei ras.

Catarina Salgado mesmo não conhecendo os dados do processo, disse conhece como todo o cidadão comum conhece, já acompanhou várias versões tanto dos pais da menina como da escola, destacou, contudo, estar-se perante um problema real, o facto da menina Aisling Binda ter problemas de deficiência e estar impedida de continuar a frequentar a escola.

“O que nós aqui podemos perguntar é se os deficientes não tem os mesmos direitos a educação que os outros” – questionou Catarina Salgado, quando falava ontem ao nosso jornal a margem da palestra subordinada ao tema “Desafios da Implementação dos Direitos da Criança e o Papel das Universidades”.

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