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Doadores externos cortam financiamento em 29,1%

O apoio externo a Moçambique caiu em cerca de 29,1%, em 2012, na rubrica donativos que no período passou a representar 18,3% do total das fontes de financiamento, segundo o Banco de Moçambique (BM).

Os doadores externos tinham-se comprometido a libertar cerca de 16.387 milhões de meticais, em 2012, em forma de donativos, o que representava 4% do Produto Interno Bruto (PIB) e o corte correspondeu a menos 6,6 pontos percentuais relativamente ao observado em igual período do ano anterior de 2011.

Já no concernente a em- préstimos externos líquidos aconteceu o inverso, uma vez que houve acréscimo de 12,6% resultante da libertação de 8895,7 milhões de meticais, tornando-se responsável por 9,9% do total das neces- sidades de financiamento do Orçamento do Estado, valor que representou 1,4 ponto percentual acima do realizado no período homólogo de 2011, de acordo ainda com o banco central moçambicano.

Frisa-se, entretanto, que, em Setembro de 2012, o défice orçamental antes de donativos como percentagem do PIB melhorou em 4,3 pontos percentuais relativamente ao observado no período homó- logo de 2011, tendo-se fixado em 5%, equivalente a um montante de 20.776 milhões de meticais.

Em 2012, as receitas totais foram responsáveis pela cobertura de 77,1% do total das despesas públicas efectuadas incluindo os empréstimos líquidos, facto que quando adicionado ao valor dos donativos e empréstimos externos permitiu ao Estado constituir poupança junto do sistema financeiro, tendo a sua posição se fixado em 5823,2 milhões de meticais, equivalente a 1,4% do PIB estimado para 2012.

O BM refere, entretanto, que ao longo dos últimos nove meses de 2012 os fluxos financeiros entre Moçambique e o resto do mundo resultaram numa entrada líquida de recursos de 1798,3 milhões de dólares, mais 420,9 milhões de dólares, comparativamente a igual período de 2011.

O investimento directo estrangeiro continuou a destacar-se com cerca de 1451 milhões de dólares, conjugado com o au- mento do endividamento exter- no líquido do Estado em cerca de 133 milhões de dólares.

Excluindo os grandes projectos, o investimento directo estrangeiro totalizou cerca de 716 milhões de dólares, com destaque para a indústria extractiva com cerca de 255,5 milhões e transformadora (USD 92,5 milhões).

Os fluxos de capitais das outras empresas ganharam a forma de acções e participações no valor global de 77,1 milhões de dólares, enquanto os dos grandes projectos foram determinados pelos empréstimos e adiantamentos com cerca de 125,1 milhões de dólares.

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