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Djokovic bate Murray, conquista Roland Garros pela 1ª vez e fecha Career Slam

O sérvio Novak Djokovic conquistou neste domingo, após três vice-campeonatos, o seu primeiro título em Roland Garros ao derrotar ao britânico Andy Murray por 3 sets a 1 de virada (3-6, 6-1, 6-2 e 6-4) em pouco mais de três horas de partida e tornou-se no oitavo tenista a fechar o “Career Slam”, ou seja, vencer os quatro Grand Slams do circuito.

Agora, “Nole” é o actual campeão de todos esses quatro grandes torneios – a lista inclui também Aberto da Austrália, Wimbledon e Aberto dos Estados Unidos da América.

O número 1 do mundo ainda pode ir mais longe, já que, caso conquiste este ano os títulos na Inglaterra e nos Estados Unidos da América, vai igualar a marca do australiano Rod Laver, que em 1969 facturou os quatro Majors na mesma temporada.

Como 2016 é ano olímpico, Djokovic tem ainda a oportunidade de obter o chamado “Calendar Golden Slam”, ou seja, vencer as quatro grandes competições e ainda obter o ouro olímpico. Até hoje, só a alemã Steffi Graf o conquistou em 1988.

Com Gustavo Kuerten nas arquibancadas, o sérvio desenhou um coração na quadra logo após a partida, repetindo o gesto do brasileiro, tricampeão no saibro parisiense.

“É um momento muito especial, talvez o maior da minha carreira”, disse “Nole”. O tenista de 29 anos soma agora 12 triunfos em Grand Slam, igualando a marca do australiano Roy Emerson. Ele agora está atrás apenas do espanhol Rafael Nadal (14), do americano Pete Sampras (14) e do suíço Roger Federer (17).

O sérvio começou o jogo quebrando o saque de Andy Murray, mas o britânico reagiu, virou o primeiro set e manteve a vantagem até o final. “Djoko” parecia desligado e por sua mente rondavam os fantasmas de Jimmy Connors, John McEnroe, Stefan Edberg, Pete Sampras e Boris Becker, o seu actual treinador, todos eles ex-número 1, mas que penduraram a raquete sem o troféu do saibro de Paris.

Em cima no marcador, Murray via-se capaz de derrubar Djokovic, como fez há três semanas na final do Masters 1000 de Roma. Com 3 a 0 no segundo set, a batalha moral tinha mudado de lado. Agora era o sérvio quem ditava o ritmo da partida, enquanto o vice-líder do ranking da ATP ia se perdendo no jogo.

O terceiro set foi um monólogo. Murray parecia estar cansado, já que vinha de dois confrontos complicados contra Richard Gasquet, nos quartos de final, e Stan Wawrinka, na semifinal.

Mais descansado, “Nole”, que tinha perdido apenas um set em Roland Garros, para o espanhol Roberto Bautista, não estava disposto a deixar a chance escapar. Apenas o desejo pela vitória fazia Djokovic “tremer” no último set.

Murray, que perdeu nove das 11 finais de Grand Slam que disputou, recuperou uma das quebras. Mas na segunda vez em que sacou para o título, o melhor tenista da actualidade não vacilou e, com uma bola do adversário na rede, pôde enfim alcançar a glória.

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