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Disputa territorial divide Chimoio e Gondola em Manica

Uma disputa territorial divide o município do Chimoio e o distrito de Gondola, na província de Manica. O primeiro considera que o seu espaço territorial vai mais para o interior dos postos administrativos de Zembe, Cafumpe e Matsinho.

Por seu turno, o distrito de Gondola reclama que tais áreas exigidas pela autarquia são sua pertença. Embora com reservas, e nunca ter sido contactado formalmente sobre o caso, este último diz estar disposto a entregar as áreas em causa.

O presidente do Conselho Municipal de Chimoio, Raul Conde Marques Adriano, diz que o assunto já tem solução à vista a favor da edilidade, que conseguiu convencer a contraparte sobre os reais limites da autarquia nas três direcções, nomeadamente sul, este e oeste, segundo escreve o jornal Notícias.

De acordo com Raul Conde Marques Adriano, o território de Chimoio, cidade rodeada por todos os lados do distrito de Gondola, limita-se a sul pelo posto administrativo de Zembe, a este pelo Cafumpe e a oeste, pelo Matsinho, todos do distrito de Gondola.

Do lado de Zembe, refere o mesmo matutino, o território do Chimoio estende-se até a região da Rainha Nhaucaranga, depois do aeroporto.

Do lado de Cafumpe, o território municipal termina junto do aviário Abílio Antunes, na região de Chuchi, enquanto para o lado de Matsinho, Chimoio estende-se até a região de Chiremera.

Ainda no concernente aos limites do Chimoio, do lado de Matsinho, Conde referiu que o território municipal termina pouco antes da Quinta Céu, estabelecimento de hotelaria e turismo cuja localização territorial tem estado igualmente a ser disputada pela edilidade e pelo distrito de Gondola.

Raul Conde Marques Adriano reconheceu que o assunto é delicado porque não se trata apenas de Gondola abandonar as regiões que acreditava serem pertença daquele distrito, mas também a necessidade de os empreendimentos aí erguidos passarem ao controlo municipal.

Entretanto, o problema está ultrapassado e o distrito de Gondola já compreendeu ser necessário livrar partes do território urbano que outrora detinha e reivindicava.

Gondola vai ceder

A administradora distrital de Gondola, Ana Chapo, minimizou o problema. Ao jornal Noticias disse que, ao que saiba, nunca houve disputa de limites entre Gondola e a cidade do Chimoio, embora reconheça que haja o que designou de “falta de clareza de alguns limites entre as duas unidades territoriais”.

Para ela, não pode haver disputas territoriais dentro do país, tanto mais que o próprio presidente do município nunca lhe contactou formalmente sobre esta matéria.

“Prefiro que não chame isso de disputa, mas apenas de falta de clareza de alguns limites, porque de disputa não sei de nada”, referiu Ana Chapo. Ela defendeu que do lado de Zembe, o território do Chimoio não chega à zona da Rainha Nhaucaranga como advoga o presidente da edilidade.

O mesmo acontece para com as regiões das Antenas e de Chiremera, na região do Monte Chimoio, no Posto Administrativo de Matsinho, onde são reportados casos de penetração em território alheio de Gondola, de fiscais e outras autoridades municipais em missão de serviço.

Lembrou que, vezes sem conta, as autoridades administrativas de Gondola foram notificadas pela população da presença em território daquele distrito, das estruturas municipais, o que várias vezes levou à intervenção do governo distrital para a reposição da ordem.

Afirmou que o distrito que dirige está disponível em ceder áreas para a expansão da cidade do Chimoio, sobretudo ao nível dos postos administrativos de Zembe e Matsinho, desde que o assunto seja tramitado dentro das formalidades legalmente estabelecidas.

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