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Director de fundo de pensão da Coreia do Sul é detido por procuradores

Procuradores da Coreia do Sul prenderam nesta quarta-feira o presidente do conselho do terceiro maior fundo de pensão do mundo, num desdobramento de um escândalo de tráfico de influência crescente que levou o Parlamento a votar a favor da destituição da Presidente sul-coreana, Park Geun-hye.

O escritório do procurador-especial para o caso não deu maiores detalhes sobre a detenção de Moon Hyung-pyo, do Serviço Nacional de Pensões (NPS).

Na segunda-feira, agentes fizeram uma operação de busca e apreensão em sua casa devido à suspeita de abuso de poder.

O procurador-especial está investigando se Moon pressionou para que o fundo de pensão apoiasse a fusão de 8 biliões de dólares do ano passado de duas filiadas da Samsung quando comandava o Ministério da Saúde e do Bem Estar, que administra o NPS.

Investigadores também estão averiguando se o apoio da Samsung a um negócio e a fundações apoiadas pela amiga da presidente, Choi Soon-sil, que está no cerne do escândalo de tráfico de influência, pode ter ligação com o endosso do NPS à fusão, disse uma autoridade da procuradoria à Reuters na semana passada.

Na terça-feira, ao chegar ao escritório do procurador, Moon disse que irá cooperar e não comentou quando indagado se induziu o fundo a votar a favor da fusão.

No dia 9 de Dezembro, o NPS minimizou, dizendo ser “sem fundamento”, uma reportagem segundo a qual Moon coagiu o NPS a concordar com a negociação. Até o final de Setembro o NPS administrava o equivalente a 451,35 biliões de dólares, e era um grande accionista da Cheil Industries Inc e da Samsung C&T Corp028260.KS, filiadas do Samsung Group, quando estas se fundiram em 2015.

Alguns investidores criticaram a união por fortalecer o controle da família fundadora sobre o Samsung Group, o maior “chaebol”, ou conglomerado, da Coreia do Sul, à custa de outros accionistas. O NPS votou pela fusão sem consultar um comité externo que às vezes presta assessoria em votações difíceis.

Na quarta-feira, a porta-voz do NPS disse estar “observando a situação”, e não quis fazer outros comentários.

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