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Direcção da empresa Pescamar assegura vai dar todo apoio necessário aos sobreviventes do Vega-5

A direcção da Pescamar, uma empresa de capitais mistos envolvendo a Pescanova da Espanha e o governo moçambicano, reiterou, sábado último, na Beira, que vai continuar a prestar todo o apoio necessário aos 12 tripulantes moçambicanos sobreviventes do Vega-5.

Falando na manhã do último sábado no Aeroporto Internacional da Beira, a margem da cerimónia de recepção dos 12 tripulantes moçambicanos sobreviventes do Vega-5, o director- geral da Pescamar, Felisberto Manuel, referiu o passo seguinte é assegurar a reinserção daqueles trabalhadores na empresa e na sociedade.

Apesar de a sua chegada no Aeroporto Interenacional da Beira os 12 tripulantes moçambicanos resgatados pela marinha de guerra indiana terem aparentado bom estado físico e psíquico-moral, é opinião comum que eles precisam de acompanhamento específico para vencerem a ternura por que passaram nos últimos três meses desde que foram sequestrados pelos piratas somalis, em Dezembro de 2010.

Aliás, eles próprios contaram a jornalistas que testemunharam o seu desembarque no Aeroporto Internacional da Beira, foram transportados num jacto fretado pela empresa Pescamar que fez percurso directo Mumbai (Índia)/ Beira, os maus momentos que viveram durante o cativeiro e também durante a operação de resgate pela marinha de guerra indiana.

Na Somália, disseram eram feitos de empregados dos piratas que os humilhavam bastante, havia que cumprir todas as ordens pois não havia espaço para reclamar ou descordar, foram semanas prolongadas privados de liberdade, aliías isso é comum no cativeiro, uma situação que qualquer humano não gostaria experimentar.

Já quando foram abordados pela marinha de guerra indiana, tal como referimos nas edições anteriores, houve troca de tiros que os obrigou a saltarem do Vega-5 para as águas oceânicas, visto a embarcação havia sido atingida por um roquete potente e por conseguinte pegou fogo.

Aí o ambiente foi de autêntico salva quem puder, os tripulantes experimentaram o que é estar entre a vida e a morte no verdadiro sentido, com o agravante de os piratas foram arrancando- lhes os colectes de salva vida para a sua própria salvação.

“Quem conseguisse um tambor no mínimo estava bem agraciado” – afirmou um dos sobreviventes que ironizou aquilo filmado até era capaz de se pensar que as imagens não são reais ou que fossem obra de uma ficção do acaso. “Foi aí que outros companheiros nossos, incluindo os próprios piratas somalis, não conseguiram, desapareceram, morreram”.

Os sobreviventes, segundo contaram, foram os indianos que tiveram de se atirar à água para os salvar, se não todos teriam morrido. O porta-voz do grupo agradeceu o esforço empreendido pela direcção da empresa Pescamar que conseguiu os trazer de volta a casa, mesmo sentimento foi manifestado pelos familiares.

Por seu turno, o governador da província de Sofala, Carvalho Muária, afirmou aquele momento se caracterizava por um misto de alegria e tristeza, alegria por testemunhar o regresso salvo e são dos 12 compatriotas e tristeza pelos restantes desaparecidos, que se acredita terem morrido.

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