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Detido António Muchanga, membro sénior da Renamo, à saída do Conselho de Estado em Moçambique

Detido António Muchanga

O porta-voz do Gabinete do presidente da Renamo, António Muchanga, foi detido no princípio da tarde desta segunda-feira (07) à saída da Presidência da República de Moçambique, instantes depois do Conselho de Estado, órgão do qual o visado é membro.

“O ambiente (na reunião) nunca foi bom, porque estamos numa situação de conflito. Nós (da Renamo) estamos desconfortados porque o nosso líder não pode estar em Maputo para poder cumprir com suas obrigações como outros políticos estão a fazer, então há compromisso de que vai se trabalhar nos sentido de que paz seja uma realidade. Esperamos que desta vez seja para valer porque no ano passado houve promessa e não vimos nada” afirmou Muchanga aos jornalistas à saída do Conselho de Estado – os membros do Conselho de Estado gozam de imunidade o que sugere que a mesma terá sido retirada -, tendo posteriormente sido detido e conduzido para o Comando da Polícia da República de Moçambique (PRM), na cidade de Maputo.

Gilberto Chirindza, do Gabinete de Imprensa da “Perdiz”, confirmou a detenção, que aconteceu dentro das instalações da Presidência da República de Moçambique, mas disse que o partido ainda não sabe que motivos estão na origem deste acto que não em nada contribui para a Paz que os moçambicanos anseiam há mais de um ano.

António Muchanga enfatizou, minutos antes da sua detenção, que “a Renamo sempre teve esse compromisso (de paz). O nosso presidente tem mais de 60 anos de idade e não é confortável viver onde vive. O presidente da República, como sempre, prometeu trabalhar”.

Muchanga tem sido acusado pelo Governo de incitar à violência e de recorrer à imprensa para o efeito, sobretudo quando anunciou o fim cessar-fogo que no centro de Moçambique, o que ditou a retomada dos confrontos armados e ataques a viaturas civis que transitam na Estrada Nacional nº1, particularmente no troço entre Muxúnguè e o Rio Save.

Apesar de o Governo moçambicano afirmar que o líder do maior partido da oposição é livre de sair do seu esconderijo, “em parte incerta”, o facto é que milhares de soldados estão na região onde se acredita que Dhlakama esteja escondido o que corrobora os receios do líder da Renamo sobre a sua integridade física e a dos seus fies seguidores.

Recorde-se que um outro membro sénior da “Perdiz”, o brigadeiro Jerónimo Malagueta, director do Departamento de Informação, esteve detido durante cerca de nove meses após ter anunciado, numa conferência de imprensa, que a segurança do seu líder iria impedir a circulação de pessoas e bens na Estrada Nacional Número Um (EN1) e de comboios nas linhas de Sena e Marromeu como forma de não permitir movimentos das Forças de Defesa e Segurança e seu equipamento em direcção à Sathundjira, onde Afonso Dhlakama se encontrava a residir, até as forças governamentais tomarem de assalto a base da Renamo.

Tal como era esperado o Presidente da Renamo não esteve presente no Conselho de Estado que aconteceu na manhã desta segunda-feira (07), cujo tema foi o impasse político e a guerra envolvendo o Governo e o partido de Afonso Dhlakama, que dura desde Junho 2013 e que já causou já centenas de vítimas civis e um número não especificado de baixas entre ambas as forças militares.

 

CONFIRA OS INCIDENTES QUE TEMOS REGISTADOS DESDE O REINÍCIO DA GUERRA EM MOÇAMBIQUE

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