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Desmobilizados de guerra manifestam-se exigindo pensão condigna

Desmobilizados de guerra manifestam-se exigindo pensão condigna

Cerca de cinco centenas de pessoas, entre desmobilizados de guerra, viúvas de desmobilizados e seus filhos, estão a manifestar-se desde as primeiras horas desta terça-feira em Maputo, nas proximidades do Gabinete do Primeiro Ministro de Moçambique onde decorre mais uma sessão do Conselho de Ministros.

Os manifestantes exigem uma pensão condigna, no valor de 12 mil meticais mensais, e enquadramento dos milicianos no estatuto do combatente recentemente aprovado pelo Parlamento.

Apesar da manifestação ter sido autorizada, segundo afirmou o presidente do Fórum dos Desmobilizados de Guerra(FDG) Hermínio dos Santos, uma forte presença policial está no local onde decorre a manifestação.

Não se vislumbram os meios pacíficos de contenção de manifestações – gás lacrimogénio, canhões de água ou armas com balas de borracha – os agentes da Polícia de República de Moçambique (PRM) estão armados com metralhadoras de guerra, AK47.

Entretanto, os desmobilizados de guerra, e muitas viúvas de desmobilizados, prometem só abandonar o local quando virem as suas reivindicações satisfeitas.

Refira-se que o Estatuto do Combatente tem sido alvo de críticas porque o mesmo dá primazia aos combatentes da luta de libertação nacional em detrimento dos da guerra dos 16 anos.

Para o Fórum dos Desmobilizados de Guerra o estatuto dos combatentes é uma lei que visa acomodar interesses partidários, neste caso da Frelimo, e discriminatória, daí não fazer sentido a sua existência.

 

GOVERNO IGNORA MANIFESTAÇÃO

No final da tarde desta terça-feira, e depois de terminado o Conselho de Ministros que decorreu a poucos metros do local onde os desmobilizados estão a manifestar-se, o governo não se pronunciou sobre as reivindicações dos desmobilizados. O porta-voz do Conselho de Ministros, Alberto Nkutumula, disse na Conferência de Imprensa que o governo sequer sabia que os demobilizados de guerra estavam a manifestar-se ao lado do local onde estiveram reunidos.

Terminada a reunião ministerial os membros do governo moçambicano entraram nos seus carros de luxo e deixaram o local como se nada se passasse.

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