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Desminagem da fronteira moçambicana consome USD 2,5 milhões

A limpeza de engenhos mortíferos colocados ao longo da fronteira de Moçambique com alguns dos seus vizinhos consumiu, em 2010, o correspondente a cerca de 2,5 milhões de dólares norte-americanos, segundo dados avançados pelo Instituto Nacional de Desminagem (IND).

O trabalho consistiu na remoção de minas anti-pessoal e anti-tanque que tinham sido armadilhadas ao longo da fronteira entre Moçambique e o Zimbabué, tendo sido gasto cerca de 1,5 milhão de dólares, enquanto ao longo das tores de transporte de energia eléctrica da África do Sul para a cidade do Maputo custou perto de um milhão de dólares norteamericanos, de acordo com o IND.

Aquela instituição justificou a aplicação daquele fundo de financiamento externo com a necessidade de se garantir a implantação de infra-estruturas socioeconómicas nas zonas limpas dos engenhos explosivos mortíferos, muitos deles plantados durante a guerra entre a guerrilha da RENAMO contra o regime de inspiração marxista-leninista da FRELIMO instalado em Moçambique a seguir à independência do país, em 25 de Junho de 1975.

As áreas já limpas são para habitação e agricultura, particularmente, de acordo igualmente com o Instituto Nacional de Desminagem.

A efectivação do programa de remoção de engenhos explosivos insere-se no âmbito da execução do Plano de Acção contra Minas 2008/2014, cuja implementação cabal está orçada em cerca de 50 milhões de dólares norte-americanos.

Em termos gerais, o plano visa garantir a segurança das comunidades locais e assegurar a estabilidade socioeconómica de Moçambique, através da construção de mais infraestruturas.

O Japão é um dos vários financiadores do Plano de Acção Contra Minas 2008/2014 com cerca de 1,9 milhão de dólares norte- americanos desembolsados para o período 2010/2011, apurou o Correio da manhã de fonte habilitada da Embaixada nipónica em Moçambique.

Refira-se, entretanto, que Moçambique ractificou, em 1999, a Convenção de Ottawa, que obriga os 156 países seus signatários a concluírem a desminagem de todos os locais minados ou suspeitos até 2014.

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