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Descoordenação atrasa extensão dos serviços financeiros ao campo

O ministro das Finanças, Manuel Chang, reconheceu haver “alguma descoordenação e falta de interligação entre várias estratégias em implementação na expansão dos serviços financeiros pelo país”, situação que concorre para que a maioria das zonas rurais não esteja coberta por aqueles serviços.

“Urge estreitar a coordenação e interligação entre as várias estratégias em implementação e que contribuam para prossecução do objectivo de expansão e melhoria da disponibilidade e qualidade da rede de serviços”, instou Chang. Ajuntou que o Governo e os seus parceiros externos de cooperação devem dar continuidade ao processo de expansão da rede de serviços financeiros “que responda, satisfatoriamente, às necessidades dos vários segmentos dos seus destinatários”.

Comentando conclusões de um estudo da firma Fin- Mark Trust, da Alemanha, indicando que cerca de 85,6% dos aproximadamente 14,1 milhões de moçambicanos do campo não têm acesso a nenhum dos serviços financeiros no país, Chang indicou ser imperioso o reforço e melhoria das várias iniciativas de parcerias público-privadas emergentes que envolvam o Estado moçambicano, parceiros externos de cooperação e desenvolvimento e próprios operadores de serviços financeiros na concepção, promoção e desenvolvimento de produtos de serviços financeiros direccionados para as populações pobres das zonas urbanas e rurais.

No estudo foi concluído, refira-se, que mais de 80% da população adulta em Moçambique não usam bancos devido ao baixo nível de rendimento e desconfiança nas instituições bancárias (Cm 3299, págs. 1 e 2). Distância Igualmente, a pesquisa concluiu que cerca de 34,3% de beneficiários dos mesmos serviços são obrigados a percorrer uma distância de três horas para ter acesso a eles e que 15,2% de camponeses desconfiam dos serviços financeiros, enquanto que 4,5% referiram não recorrer a eles devido a custos elevados obrigados a suportar no transporte público, para além de que 7,9% igualmente dos abrangidos pelo estudo opinaram que “não entendem como os bancos funcionam”.

O programa de expansão dos serviços financeiros às zonas rurais arrancou, refirase, em 2004 com o desembolso de cerca de 850 mil euros (36,3 milhões de meticais) pelo Kreditanstalt für Wiederaufbau (KfW), da Alemanha, para bancos comerciais, instituições de microcrédito e sociedades financeiras moçambicanas poderem aceder ao fundo para aquela finalidade.

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