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Descoberta proteína que guia mosquito anofeles

O estudo realizado por uma equipa internacional permitiu identificar uma nova geração de repelentes ou simplesmente produtos destinados a capturar o mosquito anófeles, principal vector da malária.

O avanço científico, que abre uma nova fronteira na luta contra a malária, é fruto do trabalho desenvolvido por pesquisadores das universidades de Roma La Sapienza, Florença, Pisa e Berlim, esta última da Alemanha, e focalizou na forma como o olfacto leva os mosquitos a escolherem o sujeito a picar.

Os cientistas identificaram um grupo de proteínas presentes no aparato olfactivo do mosquito anófeles, especialmente na fêmea, responsáveis pela transmissão do parasita da malária. Os mosquitos anófeles têm, no total, cerca de 90 proteínas encarregadas de captar as substâncias olfactivas presentes no ar, transmitindo-as aos receptores ol- factivos.

Este número limitado de proteínas constitui um óptimo alvo para a identificação de moléculas envolvidas no comportamento de escolha do hospedeiro por parte do mosquito e, por conseguinte, para o potencial desenvolvimento de novas classes de repelentes e produtos atractivos a serem utilizados para o desenvolvimento de novos métodos de captura.

Um resultado muito interessante para a medicina preventiva aplicada à malária que, todo ano, somente na África subsahari- ana afecta mais de 200 milhões de pessoas, com uma taxa de mortalidade superior a 500 mil indivíduos, sobretudo crianças menores de cinco anos de idade. A malária constitui a principal causa da mortalidade de crianças em Moçambique.

Anualmente, cerca de 36 mil crianças morrem de malária. Cerca de 40 por cento de todas as consultas externas, bem como 60 por cento das consultas internas nas enfermarias de pediatria devem-se à malária. A doença contribui para a mortalidade infantil de três formas principais.

Primeiro, uma forte infecção aguda, que frequentemente manifesta em forma de ataques ou coma, pode matar rápida e directamente uma criança. Na segunda forma, as infecções repetidas de malária contribuem para o desenvolvimento da anemia severa, que aumenta sobremaneira o risco de morte.

Na terceira e última forma, ela é responsável pelo baixo peso à nascença – frequentemente resultante da infecção pela malária em mulheres grávidas – é um grande factor de risco para a saúde no primeiro mês de vida.

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