Para continuarmos  a fazer jornalismo independente dos políticos e da vontade dos anunciantes o @Verdade passou a ter um preço.

Democracia depende do exercício de cidadania e o recurso às armas é arrogância, Daviz Simango

O presidente do Movimento Democrático de Moçambique (MDM), Daviz Simango, instou aos moçambicanos, a partir da terceira cidade mais importante e que integra o maior círculo eleitoral do país, onde decorre o II Congresso do seu partido, a exercer a cidadania para promover a democracia.

Dirigindo aos seus correligionários, mas com um discurso orientado para o autoproclamado povo pacífico, o líder da segunda maior formação política da oposição considerou que construir uma democracia “é uma tarefa dura” e ela “só será forte se o exercício da cidadania for forte” e as vozes dos que exercem tal cidadania forem ouvidas.

Daviz Simango lembrou que uma democracia “não funciona com partidos poderosos, arrogantes, mas sim, com instituições democráticas fortes e com partidos decentes”.

A democratização requer o respeito pelas opiniões dos outros e aceitação de um verdadeiro debate sociopolítico dos problemas que afligem o país.

É necessário que se assuma que “todos somos úteis para o engrandecimento de Moçambique”. Num outro desenvolvimento, Daviz, que é igualmente edil da Beira, disse que o recurso às armas para silenciar seja quem for, ou para se conseguir protagonismo não é instrumento para solucionar o conflito.

Refira-se que vários membros do MDM, sobretudo da Renamo, foram mortos a tiros em algumas províncias do centro e norte do país.

Os crimes ainda não formam esclarecidos, sabendo-se apenas que autoridades estão (eternamente) a investigar.

No que respeita à economia nacional, o líder político afirmou que ela é frágil tal como a nossa segurança. Não reconhecer essa debilidade pode levar a que os cidadãos sejam enganados, iludidos e o país esteja na situação de despreparo para lidar com o mesmo problema. A precariedade da nossa economia pode levar milhões de jovens ao desespero, principalmente os que “nunca tiveram a oportunidade de ir à escola”.

Esse grupo de pessoas, na óptica de Daviz, fazem da informalidade o seu aprendizado de vida. Mas não são só eles se encontram nessa situação, a frustração toma conta também daqueles que depois de terminarem seus estudos “enfrentam a triste realidade de não conseguirem ganhar seu sustendo com sua formação”.

Facebook
Twitter
LinkedIn
Pinterest

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

Related Posts

error: Content is protected !!