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Crocodilos criam luto e pânico em Mocuba

Em menos de uma semana, pelo menos sete pessoas morreram vítimas de ataques protagonizados por crocodilos que abundam no rio Licungo, no distrito de Mocuba, província da Zambézia, um local considerado principal fonte de água para o consumo humano, uma vez que a população local está praticamente desprovido do precioso líquido. O governo daquela parcela do país continua sem fazer nada para evitar que haja mais vítimas.

O caso mais recente deu-se no último domingo (24), tendo um jovem identificado pelo nome Alfredo Nunes Pareie, de 30 anos de idade, amputado o braço por um crocodilo quando pretendia atravessar o referido rio. Neste momento, a vítima encontra-se a receber os cuidados médicos no Hospital Rural de Mocuba.

Os pais de Alfredo Pareie, que na altura do ataque estavam na sua companhia, tentaram socorrer o seu parente mas não foram a tempo de evitar a amputação do braço. Ainda na semana passada, um adolescente de 17 anos de idade foi morto por crocodilos quando estava a pescar nas imediações do rio Licungo, na companhia da sua mãe. A família reside no bairro Samora Machel, arredores da cidade de Mocuba. Os restos mortais da vítima foram localizados dois dias depois da desgraça.

Os moradores daquele bairro e de tantos outros, para além de pescarem no rio em alusão, buscam água para o consumo no mesmo local e para o efeito desafiam crocodilos. Este facto deve-se à escassez de água que assola aquele ponto do país, pois o reservatório que foi construído no período colonial está obsoleto e, neste momento, cerca de 70 por cento da população consome água do rio Licungo e dos seus afluentes. Para estancar o ataque de pessoas pelos crocodilos, as autoridades governamentais prometeram alocar armas de fogo e técnicos para o seu abate, mas até então nada foi feito.

 

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