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Crise política na Suazilândia tende a piorar

Os movimentos de protesto contra a continuação de regimes ditatoriais, monárquicas e impopulares continua no mundo e as últimas indicações perspectivam um futuro cada vez mais negro contra este tipo de regimes. Depois do Egipto, Tunísia, Líbia, Bahren, Síria entre outros, a situação já chegou em Marrocos. Na região, a Suazilândia, última monarquia absoluta a sul do Sahara, debate-se com uma profunda crise política e a situação tende a degradarse a cada dia que passa.

Os manifestantes, apoiados pelos partidos políticos e organizações cívicas locais, continuam a mostrar a sua revolta contra o regime de Tswati III. Apesar da violência das autoridades policiais locais, os manifestantes vão saindo, sempre que possível, as ruas para dizer chega ao poder absoluto de Tswati III. Para dar o ponto de situação naquele país, uma delegação de activistas dos Direitos Humanos da Suazilândia esteve e palestrou, esta terça-feira, no Sindicato Nacional de Jornalistas.

Os dados deixados pelos activistas Comfort Mabunda, Director Nacional do Media Institute of Southern Africa (MISA) e Emmanuel Ndlangamandla, Director da Non-governmental Organizations (CANGO), indicam claramente que a situação tende a degradar-se de forma rápida e acentuada. Naquele país, os sindicatos e as organizações estudantis são as únicas forças da oposição toleradas num país onde os partidos políticos estão proibidos desde 1973.

Os dois activistas disseram ser inaceitável a postura de ostentação do rei e seus próximos num país em que 63 por cento da população vive abaixo da linha da pobreza com menos de 1 dólar por dia além de ser um dos países com o maior índice de HIV/SIDA da região. Dados indicam que cerca de 26 por cento dos Suazis são seropositivos. Trata-se do único país da África Austral, onde ainda sobrevive uma monarquia estabelecida há 38 anos.

Apesar de a Constituição local estabelecer Igualdade de Direitos entre homens e mulheres, estas não usufruem dos direitos básicos devido a questões tradicionais. Os dois activistas de direitos humanos repudiaram fortemente, em nome dos seus membros, o uso abusivo do dinheiro do Estado para fins pessoais.

Esta realidade é praticada, sobretudo, pelo rei Nswati. “O problema é que não sabemos quanto é que o rei gasta. A verdade é que ele tem muitos negócios, leva fundos de muitos ministérios para as suas despesas e para a sua família. Neste momento, Mswati está a viajar para Londres, mas nós como sociedade civil não sabemos o que ele vai lá fazer e, provavelmente está a usar muito dinheiro do Governo. O próprio Ministro das Finanças revelou que o Governo perde cerca de 40 milhões de randes por mês, só em actos corruptos”, disse Emmanuel Ndlangamandla.

Por seu turno, o representante do MISA, Comfort Mabunda disse que a SADC já tem conhecimento da situação que se vive na Suazilândia mas não tem feito nada para reverter a triste realidade. “Queríamos que a SADC questionasse os actos do Rei Mswati,” afirmou.

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