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Crise numa mina sul-africana afecta 900 moçambicanos

O adiamento do reinício das actividades na mineradora sul-africana de Kusasalethu, na sequência da violência iniciada em finais de 2012, está a afectar cerca de 900 moçambicanos que exercem a actividade profissional naquela firma mineira.

 

 

A decisão da companhia vai vigorar até que seja tomada uma decisão final sobre o seu futuro operacional e financeiro, porém os cerca de cinco mil trabalhadores, entre moçambicanos, sul-africanos e suthos foram orientados a continuar em casa sem prejuízo salarial, enquanto perdurar a interrupção.

Enquanto isso, perto de 100 moçambicanos estão entre os cerca de 200 trabalhadores que tentaram regressar ao trabalho após as festas, alegando não ter conhecimento da decisão da companhia de adiar o reatamento das actividades.

A porta-voz do Grupo “Harmony Gold Mine”, proprietário da mina, Marian van der Walt, citada pela imprensa sul-africana disse que a informação sobre o encerramento temporário da mina foi atempadamente comunicada aos trabalhadores, através da media e das organizações sindicais a que estão filiados.

Adelino Espanha, delegado do Ministério do Trabalho, na África do Sul, confirma a presença de moçambicanos entre os trabalhadores que tentaram regressar ao trabalho após as festas, ressalvando que as autoridades moçambicanas já encetaram diligências junto da direcção da companhia para assegurar que o grupo receba a necessária protecção e acompanhamento.

“A direcção da mina já nos garantiu que vai custear as despesas como o regresso dos moçambicanos ao país, e que uma vez em Moçambique vão continuar a receber os seus salários. Estamos a monitorar a situação”, disse Adelino Espanha, citado pelo “Notícias”.

Espanha acrescentou que a decisão da direcção da mina de adiar o reinício das actividades é prudente uma vez que ela visa salvaguardar a saúde e integridade física dos trabalhadores, tendo e atendendo o ambiente de tensão que se vive naquela comunidade mineira.

“Tudo tem a ver com as disputas que opõe dois grupos sindicais, nomeadamente o NUM, Sindicato Nacional dos Trabalhadores das Minas, e o AMPCU, que congrega trabalhadores dos sectores das minas e de construção”, disse a fonte.

O NUM, segundo Espanha, congrega cerca de 90 por cento dos trabalhadores do sector de minas mas nos últimos tempos tem estado a perder espaço devido às promessas associadas ao surgimento do novo sindicato o AMPCU.

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