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Crise de vagas: MINED potencia ensino a distância

Muitos jovens vão ficar sem estudar

O Ministério da Educação (MINED) vai potenciar o ensino a distância em Moçambique para minimizar a problemática da crise de vagas que se regista no ensino secundário geral. Para o MINED, o ensino a distância é uma das melhores alternativas para resolver o problema que tende a agravarse em Moçambique. O ensino abrange até então a 8ª, 9ª e 10ª classes.

Antuia Mogne, porta-voz substituta do MINED, o objectivo do pelouro é introduzir a partir de 2012, o ensino a distância para a 11ª classe, para absorver os alunos que passam para o nível préuniversitário.

 

 

Segundo a interlocutora, nesse sentido, estão a ser finalizados os módulos que vão orientar a formação. O sector da educação prevê abrir, este ano, 35.600 vagas para a 8ª, 9ª e 10ª classes no ensino a distância e os alunos admitidos vão ter acompanhamento nos 89 centros existentes em todo o país.

Segundo Mogne, no âmbito da expansão do ensino a distância, ao longo de 2011, serão abertos mais 89 centros ao nível nacional. “Este ano, para absorver os alunos que entram para a 8/a classe ou que tenham perdido lugar no ensino secundário do primeiro grau, o MINED está a potenciar o ensino a distância. Este ano vamos duplicar o número de vagas disponíveis, assim, ao invés de termos apenas uma turma nos centros, teremos duas turmas, e vamos absorver por centro, mais de 100 alunos” explicou a fonte. Mogne acrescentou que “este ano prevemos abrir 35.600 vagas e criar mais 89 centros de ensino a distância”.

De referir que os centros funcionam nas escolas e os alunos são acompanhados por professores daquela escola. Normalmente, os alunos aprendem as matérias por módulos, sendo que dependendo do calendário estabelecido, os mesmos se apresentam semanal, quinzenal ou no máximo mensalmente aos centros para uma aula presencial de esclarecimento de dúvidas.

No fim de cada módulo, os mesmos são avaliados e, no fim do ano lectivo, fazem os respectivos exames. Antuia Mogne considera que este tipo de ensino está a ter aceitação no país e as pessoas começam a compreender que é possível estudar sozinho e procurar um professor apenas para esclarecer algumas dúvidas.

Apesar de algum cepticismo que paira a volta deste subsistema de ensino, a interlocutora considera que o mesmo está a gerar bons resultados. “Os alunos do primeiro grupo fizeram exames da 10ª classe em 2009 e estamos satisfeitos com o resultado. Tivemos mais de 60 por cento de aproveitamento positivo”, disse Mogne.

O cepticismo a volta deste subsistema deriva do facto de mesmo a nível do ensino presencial, no qual os alunos têm os professores disponíveis a “tempo inteiro” e material didáctico necessário, a qualidade deixar muito a desejar.

O ensino a distância foi introduzido em Moçambique em 2004, a título experimental, na província de Nampula. Nessa altura foram abertos naquela parcela do país 6 centros de formação.

Em 2008, iniciou o processo de expansão com a criação de 49 centros em todo o país, depois de um interregno para avaliação e redefinição do ensino, em 2007.

Em 2009, foram criados mais 37 centros em todas as províncias e três outros em 2010, totalizando, em todo o país, 89 centros com cerca de 4 mil alunos.

Os alunos que concluem os módulos da 10ª classe fazem exames extraordinários, que normalmente ocorrem no meio do ano. De salientar que os resultados dos exames extraordinários são desoladores, com reprovações acima de 80 por cento.

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